terça-feira, 29 de setembro de 2020

Mentalidade de Rebanho

"Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: 'Salve, Mestre!', e o beijou" (Mateus 26:49)

Algumas pessoas questionam por que Jesus escolheu Judas para ser Seu discípulo, sabendo que Judas faria o que fez. Se alguém tivesse que condenar Jesus, se estava escrito nas Escrituras que Jesus seria condenado por um amigo, então por que condenar Judas? Ele não era só um peão?

De maneira nenhuma. É importante notar que a escolha de Judas como um dos Doze, não selou o seu destino. Em vez disso, deu-lhe a oportunidade de conhecer Jesus de perto. Como Judas concluiu corretamente mais tarde: "Pequei, pois traí sangue inocente" (Mateus 27:4).

Deus, em Sua soberania, havia determinado que o Seu Filho seria traído por um amigo. Mas o conhecimento divino não destrói a responsabilidade humana ou a prestação de contas. Judas tomou uma decisão livremente e seria julgado de acordo com ela.

No momento dramático em que Judas identificou Jesus no Jardim de Getsêmani, "Jesus perguntou: 'Amigo, que é que o traz?' Então os homens se aproximaram, agarraram Jesus e o prenderam"(Mateus 26:50).

A Bíblia diz que uma multidão veio para prender Jesus, e isso inclui os oficiais do templo, a quem foram concedidos poderes limitados pelos romanos em questões relativas à religião judaica e à sociedade. Eles estavam se movendo juntos, como um bando. Isso é tão típico da mentalidade de rebanho. Muitas das pessoas que se juntaram a eles provavelmente não tinham ideia do que estavam fazendo ou por quê.

O mesmo acontece nos dias de hoje. A grande maioria das pessoas não rejeita Cristo por ter analisado ou olhado para Ele. Elas sequer fazem para si mesmas, perguntas honestas sobre a Bíblia ou o cristianismo. Elas rejeitam Cristo porque deixam os outros pensarem por elas. Elas zombam porque os outros zombam. E tornam-se vítimas voluntárias do preconceito alheio.

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