segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Suplicando a Deus

"E sucedeu que o Senhor arrependeu-se do mal que ameaçara trazer sobre o povo." (Êxodo 32:14)

Acho incrível que Moisés negociou com Deus e se deu bem. Mas ele não foi o único. Abraão também negociou com Deus e era chamado amigo de Deus.

Quando Deus estava para destruir Sodoma e Gomorra, Abraão começou a orar. Ele disse: "E se houver cinquenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinquenta justos que nele estão? Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?" (Gênesis 18:24-25). Ele estava na verdade contando a Deus sobre a Sua própria natureza.

Respondeu o Senhor: "Se eu encontrar cinquenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles" (versículo 26).

Então disse Abraão: "Sei que já fui muito ousado a ponto de falar ao Senhor, eu que não passo de pó e cinza. Ainda assim pergunto: E se faltarem cinco para completar os cinquenta justos? Destruirás a cidade por causa dos cinco?" Disse ele: "Se encontrar ali quarenta e cinco, não a destruirei" (versículos 27 e 28).

Em seguida Abraão diminui o número para 40 pessoas, então vinte, e finalmente dez. Mesmo assim, Deus disse que não destruiria a cidade se encontrasse apenas dez pessoas justas. Mas Deus não conseguiu encontrar dez justos e por fim Sodoma foi destruída.

Abraão falava com Deus dessa maneira porque ele era Seu amigo. Pode parecer irreverente, mas mostra a intimidade do relacionamento que ele tinha com Deus.

Da mesma forma, Moisés negociou com Deus para poupar os israelitas depois que eles adoraram o bezerro de ouro, e Deus os poupou. De um príncipe impulsivo do Egito, Moisés se transformou num homem experiente de Deus, que arriscava tudo por seu povo.

Isso significa que devemos bater boca com Deus? Na verdade, não. Mas significa que devemos suplicar a Deus. Devemos interceder pelas pessoas com as quais nos preocupamos.

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