terça-feira, 25 de setembro de 2018

Dano Sutil

"Quem vive contando casos não guarda segredo; por isso, evite quem fala demais." (Provérbios 20:19)

Entre as muitas maneiras que podemos usar as nossas palavras para machucar os outros, três delas são a calúnia pelas costas, a fofoca e a lisonja.

A palavra usada para caluniar pelas costas em hebraico significa "jogar de espião". É um retrato de alguém que coleta pistas e fragmentos de informação sobre o caráter de uma pessoa e depois relata a informação a qualquer um que a queira ouvir.

A fofoca é mais sutil porque pode se disfarçar em uma linguagem mais "aceitável". As pessoas dirão: "Você já soube?" ou "Eu pessoalmente não acredito que seja verdade, mas ouvi que..." Ou, aqui está um dos meus favoritos: "Eu normalmente não compartilho isso com ninguém, mas sei que você não vai passar adiante. Guarde isso para você..."

É claro que nós, cristãos, gostamos de embrulhar a fofoca numa linguagem espiritual: "Preciso lhe dizer isto sobre fulano para que você possa orar por ele." Mas será que realmente acompanhamos tais assuntos e fazemos deles um motivo frequente de oração?

Um uso ainda mais sutil da língua é na lisonja. Lisonja é apenas uma mentira extravagante. É quando você diz algo que realmente não é verdade para ganhar o favor, a atenção ou a aprovação de uma pessoa, quando você de modo algum quer dizer o que disse. Uma boa definição de fofoca e lisonja é esta: A fofoca está dizendo pelas costas de uma pessoa o que você nunca diria na frente dela. A lisonja está dizendo na frente de uma pessoa o que você nunca diria pelas costas.

É por isso que Tiago nos diz: "Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo." (Tiago 3:2). Essa é uma marca da verdadeira espiritualidade.

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