segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Na Perspectiva do Céu

"Eles pregaram as boas novas naquela cidade e fizeram muitos discípulos. Então voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, fortalecendo os discípulos e encorajando-os a permanecer na fé, dizendo: 'É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus'." (Atos 14:21-22)

Acho que quando chegarmos ao Céu veremos as coisas de um modo diferente. Acho que vamos descobrir que as coisas que víamos como boas não eram tão boas quanto pensávamos. E acho que algumas coisas que achávamos ruins, na verdade, serão vistas por outra perspectiva.

Costumamos pensar em sucesso e prosperidade sempre como coisas boas. Para algumas pessoas até podem ser, se forem usadas para a glória de Deus. Mas, sinceramente, para outras pessoas essas coisas podem ser uma grande distração e fazer com que se esqueçam de Deus.

Além disso, pensamos em doença, perda, ou fracasso, sempre como coisas ruins. E podem ser ruins. Bem ruins. Mas também podem ser boas, pois essas coisas levam a pessoa a agarrar-se a Deus e apoiar-se no Senhor como jamais o faria se as coisas estivessem melhores. Então, na perspectiva do Céu, uma coisa dita ruim na verdade pode ser boa.

Quando o seu amigo Lázaro ficou doente, Jesus adiou ir vê-lo em Betânia. João 11:5-6 nos conta: "Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro. No entanto, quando ouviu falar que Lázaro estava doente, ficou mais dois dias onde estava."

Por amá-los, Jesus ficou onde estava. Em vez de ir correndo a eles, como esperavam que o fizesse, Ele ficou afastado. Por que? Jesus adiou a Sua chegada para que pudesse trazer maior glória para o Seu nome.

Jesus permitiu isso por um bem maior. E tudo se resume a saber qual a definição do que é o bem. Eles queriam uma cura, mas Jesus queria uma ressurreição.

Acho que os por quês de nosso sofrimento serão revelados no devido tempo. Mas até chegar esse dia precisamos saber que, atravessar tribulações, faz parte do processo de estrar-se no reino de Deus.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Fé Customizada

"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo" (Gálatas 1:6-7)

Na era do iPhone, iPod e iPad, nossa cultura também possui uma "iFé". É uma divindade no estilo “self-service” que foi personalizada para as necessidades individuais de cada um. Mas esta não é a fé que nos é dada nas Escrituras.

Eu classificaria isso como um outro evangelho, o qual o apóstolo Paulo nos advertiu em Gálatas 1: "Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!" (versículos 8 a 9).

Outra variação de um falso evangelho seria um que promete que Deus quer que sejamos saudáveis, ricos e sempre bem-sucedidos. Não estou sugerindo que eu acredite no contrário disso. Não acredito que Deus quer que todos fiquem doentes e pobres, mas creio que Deus quer ser Deus. Ele abençoará algumas pessoas com certos recursos, mas não abençoará outros com os mesmos recursos. Uma pessoa terá boa saúde, enquanto outra terá pouca saúde.

O objetivo de Deus não é nos fazer felizes; é nos fazer santos. O objetivo não é fazer Jesus como nós; mas sim nos fazer como Jesus. Ser cristão é conhecer a Deus e andar com Ele, não importa o que aconteça. Significa ter a nossa fé intacta quando o sol está brilhando e o céu está azul, bem como quando vier a tempestade e a jornada ficar difícil.

Jesus deixou claro que as tempestades entrarão em todas as vidas. E quando essas tempestades vierem, ficará evidente em que tipo de fundação estamos alicerçados.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Adversidade e Humilhação

"O Senhor, o seu Deus, os conduzirá à terra que jurou aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó, que daria a vocês, terra com grandes e boas cidades que vocês não construíram, com casas cheias de tudo que há de melhor, de coisas que vocês não produziram, com cisternas que vocês não cavaram, com vinhas e oliveiras que não plantaram. Quando isso acontecer, e vocês comerem e ficarem satisfeitos, tenham cuidado! Não esqueçam o Senhor que os tirou do Egito, da terra da escravidão." (Deuteronômio 6:10-12)

No seu livro "O Problema da Dor", C.S. Lewis escreveu: "Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossas dores. Ele usa seu megafone para despertar um mundo surdo."

Já falamos sobre o problema da dor, mas vamos falar sobre o problema da prosperidade. Prosperidade traz responsabilidade, porque não somos donos; somos responsáveis. Tudo o que Deus nos dá é um presente, e seremos colocados como responsáveis pelo que fizermos com os recursos que Ele colocar à nossa disposição. Sendo assim, queremos ter certeza que estaremos sempre dependentes de Deus.

Quando a vida fica muito difícil e somos atingidos por adversidades, nós oramos - de fato temos que fazer isso. Mas às vezes a vida vai muito bem, e nós meio que esquecemos de orar. Em Atos 12, lemos sobre quando Tiago foi decapitado e Pedro jogado na prisão. A igreja orou - e eles oraram com desespero, porque sabiam que se Deus não agisse, não haveria outra esperança.

O salmista escreveu: "Antes de ser castigado, eu andava desviado, mas agora obedeço à tua palavra" (Salmos 119:67).

Deus deu esse aviso para Israel antes de eles entrarem na Terra Prometida e começassem a aproveitar todas as suas bênçãos: "O Senhor, o seu Deus, os conduzirá à terra que jurou aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó, que daria a vocês, terra com grandes e boas cidades que vocês não construíram, com casas cheias de tudo que há de melhor, de coisas que vocês não produziram, com cisternas que vocês não cavaram, com vinhas e oliveiras que não plantaram. Quando isso acontecer, e vocês comerem e ficarem satisfeitos, tenham cuidado! Não esqueçam o Senhor que os tirou do Egito, da terra da escravidão." (Deuteronômio 6:10-12)

Adversidade nos alinha e nos mantém humildes, enquanto prosperidade tende a nos deixar orgulhosos e autossuficientes. Não pensamos que precisamos de Deus quando estamos em boa saúde ou quando nossa conta bancária está forrada de dinheiro. Mas quando a economia vai mal ou o médico tem más notícias, nos voltamos a Deus, porque somos lembrados do que realmente importa.
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Vencer Com a Dor

"Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança." (Tiago 1:2-3)

Eu evito a dor a todo custo. É por isso que eu não corro. Eu tentei correr tempos atrás, e doeu. As pessoas me disseram: "Apenas corra um pouco. Caminhe, e depois corra alguns minutos." Então eu faço isso, e odeio.

Para mim, o treino ideal seria livre de dor. Não quero que meus músculos fiquem doloridos no dia seguinte. Mas, como se diz: não há recompensa sem esforço. E isso é verdade também para a nossa vida. Se você procura uma vida sem dor, você não vai vencer espiritualmente. A dor nos lembra de uma necessidade mais profunda. A adversidade nos ensina verdades eternas que não aprenderíamos de outra maneira.

Eu experimento um certo tipo de dor todos os dias. Não sei se chamaria isso de dor... Refiro-me à fome. Desde o momento em que eu me levanto, quero comer. E às 10:00 horas, quando a hora do almoço começa a se aproximar, já estou com fome. Então eu espero, e digo a mim mesmo que o almoço está chegando. E essa fome me faz lembrar de uma necessidade mais profunda.

Quando eu tenho dor na minha vida, isso me faz lembrar de uma necessidade mais profunda, que é uma necessidade de Deus. E Ele nos ensinará nesses vales o que nunca aprenderíamos nas montanhas: coisas que precisamos saber e coisas que precisamos para compartilhar a nossa vida com os outros.

Pense sobre sua vida e sobre algumas das maiores lições que você aprendeu. Elas passaram pela adversidade, não? Essas são as coisas que você transmite e compartilha com outras pessoas. Você se lembra daqueles momentos em que o Senhor veio até você. E é por isso que precisamos entender que Deus controla todas essas coisas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O Jogo Final de Deus

"Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; e a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu." (Romanos 5:3,5)

Benjamin Disraeli, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha, uma vez disse: "A juventude é um disparate, a idade adulta uma batalha, a velhice uma saudade."

Não há férias com o sofrimento humano e a tragédia. E muitas pessoas tentam resolver isso, entendê-los e explicá-los. C. S. Lewis chamou de "o problema do sofrimento."

Mas há um Deus que, apesar da pior tragédia, pode trazer o bem do mal. Reconhecemos que a vida pode ser ruim. Reconhecemos que coisas ruins podem acontecer, que tragédias podem vir na vida cristã, mas também reconhecemos que Deus é soberano, o que significa que Ele está no controle. E reconhecemos que, em última análise, Deus pode fazer com que todas as coisas trabalhem juntas para o bem daqueles que o amam e são chamados de acordo com o seu propósito (ver Romanos 8:28).

Alguns ainda consideram que, porque são cristãos, não sofrerão. Eles podem não declará-lo de forma definitiva, mas acreditam que coisas ruins não acontecerão com eles. No entanto, a realidade é que também enfrentaremos problemas. Jesus disse: "Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" (João 16:33).

Podemos ter dificuldade em colocar as palavras "provações", "problemas" e "Deus me ama" em uma frase, porque elas parecem não caminhar juntas. Mas vamos dar uma olhada no ponto de vista de Deus: é para nos fazer felizes temporariamente, ou para nos tornar santos eternamente? É para nos manter sempre conectados ao mundo, ou, na realidade, para nos preparar para o Céu?
A última opção é a resposta, então Deus pode permitir sim, a tragédia.
Nenhuma tragédia é boa, mas Deus pode trazer o bem apesar de uma tragédia.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A Verdade Sobre a Vida em Cristo

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pedro 5:8)

A vida cristã é a melhor vida que existe. Deus toma uma vida que estava vazia e sem rumo, indo a um determinado julgamento, e Ele a transforma. Ele remove todos os nossos pecados. Isso já é mais do que suficiente, mas então Ele coloca a justiça de Jesus Cristo na nossa conta bancária espiritual.

Isso é chamado de justificação. Ele remove a culpa que nos perseguia, enche o vazio dentro de nós e, literalmente, reside em nossos corações. Tudo isso vem como resultado do evangelho, acreditado e seguido. Essa é a boa notícia.

A notícia ruim é que existem alguns novos problemas que acompanham tudo isso. Você se livra de um antigo conjunto de problemas e herda novos. Como o grande comentarista bíblico Ray Stedman disse: "Um cristão é aquele que é completamente destemido, continuamente alegre e constantemente em problemas."

Uma vez que você se torna cristão, você tem um adversário muito agressivo que colocou sua mira sobre você. Esse adversário é o diabo, Satanás, e ele quer lhe destruir. Ele quer derrubá-lo. A Bíblia adverte que "Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (2 Timóteo 3:12). Essa palavra "perseguição" significa ser caçado, ser assediado.

Portanto, precisamos estar cientes disso e não nos surpreendermos ao descobrir que a vida cristã não é composta só de coisas boas; ela é um campo de batalhas. Acho que muitas pessoas acreditam em um evangelho diluído, e, portanto, têm uma fé diluída que, na realidade, não é fé. Tais indivíduos ouviram tantos sermõezinhos que se transformaram em "cristãozinhos". 

Se você viver uma vida piedosa, a realidade é que será constantemente perseguido.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Um Lugar Concreto

"E sei que esse homem — se no corpo ou fora do corpo, não sei, mas Deus o sabe — Nesse homem me gloriarei, mas não em mim mesmo, a não ser em minhas fraquezas." (2 Coríntios 12:3,5)

Periodicamente livros são escritos nos quais as pessoas afirmam terem tido visões do Paraíso. Mas há um exemplo de alguém escrevendo sobre o Paraíso que sabemos que é legítimo. O apóstolo Paulo foi lá, e ele escreveu alguns versos sobre isso em 2 Coríntios 12.

Certamente, um tema tão excitante quanto este teria merecido o seu próprio livro, com um título como "O Livro dos Céus pelo apóstolo Paulo". Ele poderia ter nos contado tudo sobre isso, mas não o fez.

Isso não quer dizer que não há descrições do Céu na Bíblia, porque o apóstolo João falou muito sobre o Paraíso no livro de Apocalipse e nos deu descrições que são um pouco difíceis, francamente, para encontrar uma maneira de entendê-lo.

Mas tudo o que Paulo disse sobre o Paraíso foi: "Foi arrebatado ao paraíso e ouviu coisas indizíveis, coisas que ao homem não é permitido falar" (2 Coríntios 12:4).

A palavra original para "paraíso" que Paulo usou aqui aparece três vezes no Novo Testamento. A primeira vez que vemos é quando Jesus falou com o criminoso na cruz ao lado dele e disse: "Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso" (Lucas 23:43).

Outra vez que ela é usada é em Apocalipse 2:7, para descrever a nossa morada futura. Às vezes é traduzido como o jardim real de um rei, o que significa que não havia uma descrição exata para realmente fazer justiça ao significado da palavra. Realmente não havia nada que se pudesse dizer para expressá-lo.

Mas aqui está o que precisamos saber: O paraíso é um lugar tangível, não um estado de espírito. A Bíblia King James usa a palavra Paraíso 582 vezes em 550 lugares diferentes. O paraíso é um lugar real.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sufocamento

"As que caíram entre espinhos são os que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não amadurecem." (Lucas 8:14)

Sempre me surpreendi com as ervas daninhas. Você pode pegar uma pequena flor, plantá-la na localização perfeita, regá-la, e certificar-se que não há pragas para ameaçá-la. Você pode fazer todo o possível por essa flor, e ela vai crescer lentamente. Mas, na mesma quantidade de tempo, um pequeno matinho brota de uma pequena rachadura na calçada e sufoca essa flor.

E a erva daninha não explode de repente do chão, pega a flor e começa a sufocá-la. O processo é gradual. Primeiro, há uma flor crescendo, e então aparece a erva daninha. No dia seguinte, a erva daninha está um pouco mais próxima. E isso vai acontecendo até que a erva comece a envolver-se em torno da flor e a sufocar o seu crescimento.

Foi isso que Jesus descreveu na parábola do semeador, quando falou sobre aqueles que são "sufocados pela preocupações, riquezas e prazeres da vida, e não amadurecem" (Lucas 8:14). Isso não é algo que acontece do dia pra noite. Isso acontece ao longo de um certo período de tempo.

Também acho interessante que sejam as "preocupações, riquezas e prazeres da vida" que impeçam a semente da Palavra de Deus de amadurecer e produzir frutos. Essas não são necessariamente coisas ruins em si. Mas são coisas boas que se tornaram as coisas mais importantes de todas e sufocaram as coisas espirituais.

Esse não é o retrato de alguém que diz que não quer orar, ler a Bíblia ou ir à igreja. Em vez disso, representa alguém que acredita que essas são coisas boas a fazer, mas ao longo do tempo começa a perder interesse, e as coisas desse mundo tornam-se mais importantes para ele do que as coisas do próximo mundo. E é isso que o atrapalha espiritualmente.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Nas Mãos de Deus

"Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido". (Lucas 19:10)

Tenho um amigo cujo pai morreu e nunca teve uma relação com Deus. Aliás, meu amigo também não era cristão naquela época. Mas ele me contou que ia visitar seu pai num quarto de hospital e notou que um dia, não muito antes dele falecer, havia um exemplar da Bíblia no quarto. Era claro que o pai dele a havia pedido, sabendo que o fim se aproximava.

Então eu disse ao meu amigo: "Veja só, se o seu pai estava realmente buscando a Deus, Ele deve ter ido rapidamente encontrá-lo, pois Deus quer que O conheçamos mais do que podemos imaginar."

Quando morre uma pessoa amada que nunca professou a fé em Cristo, não suponha que ela necessariamente deixou de ir para o Céu, pois nunca se sabe que orações passam pelo coração de um indivíduo quando está entrando na eternidade. Mesmo que alguém tenha clamado pelo Senhor nos seus últimos segundos de vida, tenha certeza de que Deus o salvou.

Jesus, na cruz, estendeu misericórdia ao criminoso que estava sendo crucificado junto com Ele. Os que eram crucificados naquela época eram geralmente assassinos ou revoltosos, ou tinham se rebelado contra Roma. Ainda assim Deus perdoou uma pessoa dessas nos últimos momentos de sua vida, simplesmente porque ele havia dito: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino" (Lucas 23:42).

Não estou tentando dar falsas esperanças, mas tampouco quero lançar falsas condenações. Deixemos isso nas mãos de Deus e lembremos que Deus nos ama, e ama a todos. E precisamos nos preocupar com eles e amá-los também.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O Impacto de Cada Um

"Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros." (Romanos 12:4-5)

Quanto aos heróis contemporâneos da fé cristã, conhecemos bem alguns nomes como o de Billy Graham. Mas e quanto a Edward Kimble ou Mordecai Ham?

Edward Kimble era um vendedor de sapatos que trabalhava com um sujeito chamado Dwight. Edward compartilhou o evangelho com Dwight, e Dwight aceitou a Cristo. Isso foi em 1858, e o sobrenome de Dwight era Moody. Nós o conhecemos como D. L. Moody, que foi um dos maiores evangelistas da história americana.

Anos depois, quando Moody estava pregando, um pastor chamado Frederick D. Meyer ficou profundamente estimulado e, como resultado, saiu fazendo o seu próprio ministério de pregação país afora. Uma vez, quando Meyer estava pregando, um universitário chamado J. Wilbur Chapman o ouviu e aceitou a Cristo. Ele saiu e começou a compartilhar o evangelho, e empregou um jovem jogador de beisebol chamado Billy Sunday. Billy acabou tornando-se o maior evangelista de sua geração.

Quando Billy Sunday pregou o evangelho em Charlotte, na Carolina do Norte, foi uma reunião tamanha que o convidaram a voltar. Mas como não pôde ir, Sunday recomendou um pregador chamado Mordecai Ham. Ham foi a Charlotte e pregou. Poucas pessoas responderam a seu chamado de aceitar a Cristo, mas numa das últimas noites, um rapaz alto e magro que trabalhava numa fazenda leiteira de lá veio à frente. Todos o conheciam como Billy Frank, e nós o conhecemos hoje como Billy Graham.

Então Edward Kimble chegou a D. L. Moody, que chegou a Frederick Meyer, que chegou a Wilbur Chapman, que ajudou Billy Sunday, que chegou a comerciários em Charlotte, que convidaram Mordecai Ham, que no fim chegou a Billy Graham. E tudo começou com o simples testemunho de Edward Kimble.

Cada um de nós pode fazer a diferença no reino de Deus. O que Ele tem lhe chamado a fazer?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Nenhum Outro Alicerce

"Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo." (1 Coríntios 3:11)

Como é que alguém poderia parecer radicalmente convertido e fervoroso em sua nova fé e, de repente, sem aviso prévio, desistir e virar as costas?

Conheci pessoas que se emocionaram com Jesus e se encheram de fé, para depois cair em pecado grosseiro. O que houve? Acho que nunca chegaram a ter raiz em Cristo. Algumas pessoas são impulsivas por natureza. Estão sempre no último modismo. Querem entrar em tudo que lhes chame a atenção.

Por exemplo: equipamentos de ginástica. De todas essas máquinas de exercício que as pessoas compram, quantas vezes você já viu alguém usando uma por um longo período de tempo? Em geral acabam sendo usadas como cabides ou para dependurar outras coisas. As pessoas decidem entrar em forma, porém seus entusiasmos não resistem ao tempo.

Isso é o que acontece com algumas pessoas que firmam um compromisso com Cristo. Podem estar animadas no começo, mas isto não resiste ao tempo. Uma explicação possível é que tenham colocado sua fé sobre o alicerce errado.

Pode ser que tenham decidido seguir a Cristo porque seus amigos o fizeram. Ou quem sabe tenham colocado sua fé em determinada igreja e descoberto que ela não era perfeita. Era cheia de pessoas imperfeitas como elas próprias. Talvez algum pastor não tenha estado à altura das expectativas delas. Qualquer que tenha sido o problema, o fato é que elas não ergueram seus alicerces sobre Cristo. A Bíblia nos diz: "Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo" (1 Coríntios 3:11).

Esse é o único alicerce que nos sustenta como cristãos — nenhuma pessoa, nem um pregador, nem uma igreja, mas Jesus Cristo.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Uma Lição do Semeador

"De modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento." (1 Coríntios 3:7)

A parábola do semeador é uma ilustração que Jesus usou para mostrar diferentes reações à mensagem do evangelho. Nessa história, as sementes caem em quatro tipos diferentes de solo. Hoje em dia podemos preparar o terreno, plantar cuidadosamente a semente, usar um sistema de irrigação e todo tipo de equipamento sofisticado para nos ajudar a fazer bem o trabalho, mas naquela época tudo era um pouco mais primitivo.

Basicamente, o semeador pegava seu pacote de sementes e as lançava para a esquerda, para a direita, para frente e para trás. E onde a semente caísse, ali ela ficava. Algumas delas caíam em bom terreno, algumas caíam em terreno rochoso, algumas ao longo da estrada, e assim por diante. Finalmente, algumas caíam e eram muito produtivas. O ato real de arar era feito depois, quando então o semeador colhia o tipo de colheita que tivesse.

O mesmo poderia ser dito do chamado evangelismo de cruzada ou evangelismo de proclamação. No nosso ministério, lançamos a semente em estádios. Nós a lançamos na Internet. E a lançamos pela rádio. E a semente é lançada cada vez mais longe, mas é Deus quem finalmente faz o trabalho de conversão. Jesus disse: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair [...]". (João 6:44).

Algumas pessoas criticam esse tipo de evangelismo, mas a minha pergunta é: por que não alcançar o maior número possível de pessoas, usando todas as formas de mídia disponíveis? Nosso trabalho é alcançar o máximo de pessoas possível.
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