quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Treinamento no Deserto

"Assim, Saulo ficou com eles, e andava com liberdade em Jerusalém, pregando corajosamente em nome do Senhor. Falava e discutia com os judeus de fala grega, mas estes tentavam matá-lo. Sabendo disso, os irmãos o levaram para Cesaréia e o enviaram para Tarso." (Atos 9:28-30)

Se o apóstolo Paulo tivesse se convertido ao cristianismo em nossos dias, sua história certamente seria lançada em um livro. Ele estaria discutindo sua inesperada conversão em todos os programas de entrevistas e compartilharia seu testemunho dramático em igrejas de todo o país.

O problema é que, às vezes, quando uma pessoa de alguma notoriedade professa a sua fé em Cristo, nós, cristãos, queremos imediatamente impulsioná-la para frente.

Mas ela pode não estar pronta ainda. A Bíblia nos diz que não devemos levantar um novato, ou um novo crente, "para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo" (1 Timóteo 3:6). Às vezes, uma celebridade que professa sua fé em Cristo é elevada a um lugar de liderança, apenas para cair mais tarde. Isso porque não estava pronta. Novatos precisavam de tempo para se preparar.

Após a conversão de Paulo na estrada de Damasco, ele passou a obter seu diploma de “ministro do deserto”. Ele foi enviado para o deserto, em um exílio, para ser preparado para o serviço. Paulo não precisava de promoção; ele precisava de reclusão.

Na verdade, Deus deixou muita gente em forma no deserto. Foi onde Davi se preparou enquanto observava seu pequeno rebanho de ovelhas, nunca percebendo que estava sendo preparado para ser o maior rei da história de Israel.

Moisés também passou um tempo no deserto. Ele passou 40 anos na corte do faraó, achando que fosse alguém. Depois passou outros 40 anos no deserto, achando que não fosse ninguém.

E então ele passou 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com alguém que percebe que não é ninguém.

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