segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Perdendo a Grande Questão

"Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade" (1 Timóteo 1:12-13)

Saulo, que mais tarde se tornou o apóstolo Paulo, teve um apetite voraz por conhecimento e queria ser o mais devoto possível. Como fariseu, ele seguiu o seu caminho e tornou-se um membro do Sinédrio judeu, que era como o Supremo Tribunal daquele tempo. Com essa honra, ele teria desfrutado de grande fama e influência.

No entanto, pode-se dizer que Saulo era, ao mesmo tempo, famoso e desconhecido. Ele sentiu que os seguidores do Nazareno, conhecido como Jesus, eram perigosos. Ele pensou que eles precisavam ser apagados da face da Terra. Então ele tornou essa a sua missão de vida e passou a caçá-los. E ele não parou com os cristãos que estavam em sua região ou jurisdição. Ele recebeu papéis de extradição do sumo sacerdote e efetivamente partiu para Damasco, que estava a cerca de 230 km de Jerusalém.

Embora fosse uma jornada árdua e difícil, Saulo estava tão cheio de ódio que iria a qualquer lugar para encontrar cristãos e detê-los. Mais tarde ele escreveu que fazia isso por ignorância e incredulidade (veja 1 Timóteo1:13).

É difícil entender como uma pessoa religiosa pode também ser uma pessoa odiosa. Mas às vezes as pessoas que afirmam ser devotas podem ser muito ruins e realmente usar a sua religião como meio de destruição. Isso certamente era uma descrição de Saulo.

Pode ser muito frustrante ter que lidar com outros cristãos que tentam nos minar ou levantar obstáculos contra nós. Mas, como Vance Havner apontou: "se estamos muito ocupados usando nossas foices um contra o outro, vamos perder a colheita."

Quando estamos tão ocupados com lutas internas e discussões sobre questões menores, podemos perder a grande questão de um mundo perdido que precisa ouvir o evangelho.

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