sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Não é a Isca, Mas a Mordida

"Estava sendo servido o jantar, e o diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus." (João 13:2)

Surge a questão de saber se Judas Iscariotes era simplesmente uma isca. O que ele fez causou a morte de Jesus, o que resultou em salvação para toda a humanidade, não foi? Sim, mas vamos considerar isso: só porque o bem veio como consequência da traição de Jesus, mesmo assim isso não se justifica. 

Na cruz, duas forças, por assim dizer, estavam agindo. Tanto Deus, o Pai, como o diabo, estavam se movendo na direção do mesmo objetivo: a morte de Jesus Cristo. O diabo queria que Jesus fosse silenciado e parasse. Ele queria que Ele cessasse e desistisse. Por outro lado, o objetivo de Deus Pai era que Jesus expiasse nossos pecados. Assim, os objetivos eram completamente diferentes, mas, em certo sentido, eles se moviam para o mesmo fato. 

Mas eis o que precisamos considerar: Judas estava fazendo o trabalho do diabo. Também é importante notar que ele iniciou a traição de Cristo (ver Mateus 26:14). Judas iniciou-a. Judas a pôs em movimento. Ninguém o forçou a fazer isso. Judas foi responsável pelas decisões que tomou. 

O que aconteceu foi usado para a glória de Deus, mas certamente não era a intenção do diabo. Judas não foi vítima das circunstâncias, nem uma ferramenta passiva de providência. Ele fez essa escolha sozinho. Sim, o demônio veio e inseriu na mente de Judas o pensamento para trair Cristo. Lemos em João 13:2 que "o diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus". Judas poderia ter resistido a essa tentação, assim como todos nós podemos resistir à tentações. O fato é que o diabo encontrou uma ferramenta voluntária em Judas. Judas pegou a isca, correu com ela e traiu o Senhor. 

Lembre-se, não é a isca que constitui a tentação. É a mordida.

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