quinta-feira, 16 de junho de 2016

Julgamento e Não Condenação

"Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4:17)

Acho que muitos cristãos acreditam que nunca devem fazer nenhuma avaliação dos outros, que devem ser amorosos com todo mundo. Embora seja verdade que devamos ser amorosos, isso também implica em falar a verdade. De fato, a Bíblia nos manda seguir a verdade em amor (ver Efésios 4:15). Portanto, se almoço com um amigo que está com espinafre no dente, como amigo, digo isso para ele. Um amigo diz a verdade para o outro, mesmo que seja desconfortável ou constrangedor.

E aí vêm os assuntos maiores, tais como o pecado. Você pode ver algumas concessões, algumas fraquezas na vida do seu amigo. Então diz: "Amo você e, por isso, sinto que tenho de avisá-lo". Seu amigo pode ficar aborrecido, pois as pessoas não gostam de ser criticadas. E a resposta automática que frequentemente ouvimos é: "Não me julgue! Quem é você para me julgar? A Bíblia não diz: 'não julguem para não serem julgados'?"

Só que a Bíblia nos diz que o julgamento começa com a casa de Deus (ver 1 Pedro 4:17). Até nos diz: "Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?" (1 Coríntios 6:2). Quando avaliamos a vida de uma pessoa, estamos, com efeito, julgando — e não há nada errado nisso. O que devemos evitar, contudo, é condenar. Quando Jesus disse "Não julguem, para que vocês não sejam julgados" (Mateus 7:1), uma tradução melhor seria: "não condenem, para que vocês não sejam condenados".

Sim, devemos fazer julgamentos. Sim, devemos fazer avaliações, mas não estamos em posição de condenar. Não somos o juiz, o júri, nem tampouco o carrasco.

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