quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Salva-Vidas

"'Filho do homem', disse ele, 'eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve-lhes a minha advertência'." (Ezequiel 3:17)

O apóstolo Paulo se via como um vigia, alguém que estava posicionado na torre de uma cidade para vigiar o inimigo e alertar sobre qualquer outro perigo que se aproximasse. Uma vez detectado o perigo, o sentinela corre e avisa as pessoas sobre o que viu. Paulo disse aos anciãos de Éfeso: "Portanto, eu lhes declaro hoje que estou inocente do sangue de todos. Pois não deixei de proclamar-lhes toda a vontade de Deus. Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue." (Atos 20:26-28)

Paulo estava se aproximando das palavras de Ezequiel 3:17-18, onde Deus disse: "'Filho do homem', disse ele, 'eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve-lhes a minha advertência. Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniquidade; mas para mim você será responsável pela morte dele.'"

Declarar a verdade do evangelho é uma questão séria. É questão de vida ou morte. E quando encontramos alguém que não sabe disso, temos a responsabilidade, como vigias, de proclamar esse fato. Se sabemos que um crente está desgarrado ou fazendo as coisas que são contrárias ao que a Bíblia ensina, temos a responsabilidade de avisar sobre o que pode acontecer. Não fazemos isso por ódio, mas por amor, porque queremos ajudar e proteger.

O trabalho de sentinela não é diferente do de salva-vidas, que constantemente faz uma varredura da água para garantir que todos estejam seguros. Porque há vidas em jogo, é fundamental que eles façam bem o seu trabalho.
- Você tem sido um bom salva-vidas?

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Adaptação

"Por isso, discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como na praça principal, todos os dias, com aqueles que por ali se encontravam." (Atos 17:17)

O coração do apóstolo Paulo foi conduzido para o povo de Atenas. Ele se importava. Então ele entrou em ação. A Bíblia nos diz: "Por isso, discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como na praça principal, todos os dias, com aqueles que por ali se encontravam" (Atos 17:17).

Da mesma forma, se queremos propagar nossas convicções, temos de ir aonde as pessoas estão. Paulo foi diretamente para onde as pessoas estavam reunidas e trouxe-lhes o evangelho. E não só eles eram ignorantes da verdade, mas eram elitistas e presunçosos a respeito. Eles disseram: "O que está tentando dizer esse tagarela?" (Atos 17:18) e, em seguida, convidaram um dos maiores comunicadores da história da igreja para vir e ensiná-los. Paulo aproveitou o momento e também adaptou sua mensagem àquela situação.

Pescadores usam diferentes tipos de isca para diferentes tipos de peixes. E quando você for "pescar" homens e mulheres, por assim dizer, você também deve usar diferentes tipos de isca. Você deve oferecer algo que as pessoas entendam, algo com o qual elas interajam.

Encontramos o exemplo clássico disso, em João 3 e 4, onde Jesus apresentou o evangelho a duas pessoas: um homem muito religioso e uma mulher imoral. Com Nicodemos, Jesus foi direto ao assunto e, essencialmente, disse: "Você precisa nascer de novo. As suas opiniões e crenças religiosas não são o suficiente. Você precisa de um renascimento espiritual, Nicodemos e você precisa disso agora."

Mas ao falar com uma mulher quebrantada que tinha tentado encontrar satisfação em relacionamentos com homens, Jesus apelou para sua sede interior e falou de uma água viva que satisfaria seus mais profundos anseios. Ele adaptou cada mensagem para a sua situação específica.
E é isso que precisamos fazer também.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Raiva Justificada

"O meu zelo me consome, pois os meus adversários se esquecem das tuas palavras." (Salmos 119:139)

Alguma vez você já reparou na maneira como a nossa sociedade tem se comportado, especialmente o que os nossos jovens têm comprado? Já se deu conta do quanto isso lhe deixa com raiva? Você sabia que existe um lugar para uma raiva justificada? Mesmo Jesus, que foi Deus no meio de nós, sentiu raiva. Sabemos que Ele demonstrou raiva quando expulsou os mercadores e cambistas do templo, porque eles estavam roubando o povo de Deus. Há um lugar para a justa indignação.

O apóstolo Paulo se indignou quando viu a forma como a sociedade estava se comportando. Lemos em Atos que, enquanto ele estava em Atenas, "ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos" (Atos 17:16). A origem da palavra usada neste versículo poderia ser traduzida como se Paulo tivesse ficado irritado ou mesmo despertado sua ira. Paulo ficou aflito ao ver a ausência absoluta do Deus vivo e, em Seu lugar, substitutos inimagináveis.

Se queremos trazer a nossa sociedade para Cristo, é preciso primeiro ter consideração pelas pessoas que desejamos alcançar. O problema é que, com muita frequência, os que estão fora da igreja só nos conhecem por aquilo que somos contra. Eles não sabem o que realmente queremos fazer. Eles sabem ao que nos opomos, e acho que isso também é importante. Mas será que eles sabem no que nós cremos?

Poderíamos falar o dia todo sobre várias técnicas que podem ser usadas para falar aos outros sobre Cristo. Poderíamos abordar as questões difíceis que os incrédulos geralmente perguntam e a melhor forma de respondê-las. Mas nada disso vai realmente importar se não nos importamos com as pessoas perdidas. Você tem bastante consideração por aqueles que ainda não conhecem o Senhor?

O mundo precisa ouvir sobre Jesus. E precisamos dizer-lhes sobre o amor de Deus.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Artigo Verdadeiro

"Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho." (Atos 20:29)

Esta história é contada por um inspetor que trabalhou no departamento de falsificações de uma polícia internacional. O seu trabalho era detectar dinheiro falso. Quando perguntado se ele passava muito tempo manipulando e analisando uma nota para descobrir se era falsa, ele disse que não. Disse que passava tanto tempo manipulando dinheiro real, que detectava imediatamente o falso.

A melhor maneira de detectar aquilo que é falso, é conhecer o que é real. Acredito que, se você possui um bom conhecimento da Bíblia, poderá detectar aquilo que é falso mais rapidamente. Isso porque você estará familiarizado com o que é verdadeiro.

Descobri que as pessoas que professam um falso ensino parecem não sair para as ruas para conquistar as pessoas com suas convicções, porque essas convicções soam de forma estranha. Ao invés disso, tais pessoas entram em grandes e crescentes Igrejas e se infiltram, dizendo coisas do tipo: “Ei você, gostaria de entender coisas verdadeiras sobre Deus? Gostaria de realmente conhecer a verdade? Então venha para esta pequena reunião que estamos tendo.” Eles professam o engano de maneira secreta e clandestina.

O Apóstolo Paulo alertou sobre o falso ensino dissimulador que estaria na Igreja: "Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos" (Atos 20:29-30).

Precisamos estar equipados. Precisamos nos preparar. Precisamos conhecer a verdade. Quando estivermos em uma conversa sobre a Palavra de Deus, vamos reconhecer quando algo estranho é colocado. Vamos ficar alertas para aquilo que não condiz com as Escrituras.

Por isso, seja um estudante da Palavra de Deus.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Faça o Dia de Hoje Valer

"Os dias do homem estão determinados; tu decretaste o número de seus meses e estabeleceste limites que ele não pode ultrapassar." (Jó 14:5)

Nos anos 1950 e 1960, falava-se muito sobre o futuro. Parecia haver um sonho utópico nos Estados Unidos no qual pensava-se que as coisas seriam melhores no futuro e que a tecnologia iria resolver todos os problemas.

Bom, já vivemos o bastante para saber que isso não vai acontecer. A tecnologia não nos salvará. Nenhuma solução humana trará as respostas que estamos procurando.

Como cristãos, estamos aqui nesta terra com uma tarefa para cumprir e um trabalho a fazer.
- Então como viveremos diante desse fato?
O que todos nós devíamos desejar, é viver bem as nossas vidas.

Se você tivesse só mais um ano de vida, como viveria? Ia viver sua vida de modo diferente daquele como viveu no ano anterior? Esta é a coisa que temos que nos acertar como crentes, pois precisamos lidar com a realidade. Temos que encarar os fatos da brevidade da vida na terra e da realidade da vida futura. Não é mórbido pensar na morte; é realista. O cristão é quem melhor deve compreender que a vida terrena é breve e que a eternidade é uma realidade.

O trágico é que muitos de nós vivemos vidas rasas e desperdiçadas. Daniel disse ao rei Belsazar: "Foste pesado na balança e achado em falta" (Daniel 5:27). Na balança de Deus, Belsazar era peso-leve. E assim como Belsazar, há muita gente hoje que simplesmente desperdiça a vida.

Mais trágico ainda do que uma vida que não dure tanto quanto gostaríamos, é a vida enormemente dilapidada e desperdiçada. Então, não desperdice a sua vida. Não desperdice o seu ano. Não desperdice o dia de hoje. Faça cada dia valer a pena.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Continue Correndo!

“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.” (Hebreus 12:1-2)

Quando as pessoas dizem que gostam de correr, isso não faz sentido algum para mim. Não gosto de qualquer tipo de exercício e os faço com relutância e sob protesto. Minha parte favorita de um treino é quando ele termina. Conheci pessoas que falam de uma sensação de prazer, o que, segundo me disseram, acontece quando endorfinas são liberadas. Nunca experimentei esse prazer, mas um pequeno segredo eu descobri: sempre fazemos melhor quando há alguém observando, quando há alguém torcendo por nós.

Na corrida da vida, você está sendo vigiado por outros que vieram antes de você, que já executaram esta corrida. Lemos em Hebreus 11 sobre os grandes homens e mulheres de Deus que O serviram fielmente. Eles são referidos como "tão grande nuvem de testemunhas" em Hebreus 12:1. Outra versão diz o seguinte: "Sabe o que isso significa? Todos esses pioneiros abrindo o caminho, todos esses veteranos nos aplaudindo? Significa que é melhor nos prepararmos, começarmos a correr e nunca mais parar! Sem gordura espiritual extra, sem pecados parasitas".

A ideia é que você deve continuar correndo. Quando observo a vida de alguns crentes que conheci quando me converti a Cristo, vejo com tristeza a bagunça que fizeram em suas vidas através de escolhas erradas e desvios. Então lembro de outros que iniciaram suas corridas sem muitas promessas e vejo que vão muito bem hoje. Portanto, não é suficiente começar bem. Precisamos terminar bem.

Continue correndo. Olhe para Jesus como aquele para quem você está correndo. Ele lhe observa. Ele lhe incentiva.
- Você está correndo para ganhar?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Corrida da Vida

"Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus" (Atos 20:24)

A analogia da corrida foi muito utilizada pelo apóstolo Paulo em seus escritos. Ele muitas vezes comparou o crente a um corredor em uma corrida. Por exemplo, ele escreveu que temos de correr na corrida da vida para vencer: "Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio." (1 Coríntios 9:24).

Quando participo de uma competição esportiva, sempre tento ganhar. Isso não significa que eu consiga. Na verdade, na maioria das vezes eu perco. Mas pelo menos eu tento e aproveito a competição. Quando estamos na corrida da vida, precisamos correr para ganhar. Quando assistimos atletas competirem nas Olimpíadas, comemoramos principalmente aqueles que ganham o ouro. Da mesma forma, precisamos correr a corrida para ganhar, não para obter o segundo, o terceiro, o quarto lugar ou uma menção honrosa.

Mas na corrida para ganhar, também precisamos entender quem são nossos concorrentes. Não estou competindo contra você. Não estou tentando vencê-lo na corrida da vida. Você não está tentando me vencer. Nossos verdadeiros inimigos, nossos reais concorrentes são o mundo, a carne e o diabo (1 João 2:16). Isso é o que tentamos superar.

A pista onde corro é a minha vida e os desafios que tenho que enfrentar. Meu trabalho é completar minha corrida. Você tem a sua pista também, com seus desafios e metas únicas.

Afinal, todos temos o mesmo objetivo de correr para Deus, honrá-Lo e glorificá-Lo.
E temos que correr para ganhar.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Apenas Cumprindo Nosso Dever

"Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos." (Isaías 64:8)

Em Lucas 17, Jesus contou uma parábola sobre os funcionários que receberam uma tarefa a cumprir. No final da parábola, Jesus disse: “Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado? Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’.” (Lucas 17:9-10).

Veja: verdadeiros servos de Jesus querem fazer o que Deus quer que eles façam. Estamos apenas fazendo o nosso dever. E, como servos de Deus, precisamos lembrar que tudo o que temos é o que Deus nos empresta: nossa vida, nossa saúde, nossas carreiras, nossos ministérios, nossas posses, nossas famílias e nosso futuro. Tudo pertence a Deus.

Por isso, a ideia não é descobrir como Deus pode abençoar nossos sonhos, ambições e metas. Ao contrário: nosso objetivo deve ser descobrir Seus objetivos, Seus propósitos, e, em seguida, nos alinharmos com eles. Por que? Porque somos Seus servos.

Algumas pessoas só querem levar Jesus para um passeio. Mas Deus não quer ser o nosso copiloto. Ele é o Mestre e nós somos os servos. Ele é o Oleiro e nós somos o barro. Quando você coloca sua fé em Jesus Cristo, você se torna d'Ele: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” (1 Coríntios 6:19-20).

Gostamos dos benefícios de sermos seguidores de Jesus. Mas nosso Mestre, ao qual seguimos, não é apenas um amigo que nos ama, mas um Oleiro que está nos moldando. E quanto mais soubermos sobre Ele, Seu plano e propósito, mais dispostos estaremos a fazer o que Ele quer que façamos.
Link para o texto original

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Começa Com o Coração

"Enquanto esperava por eles em Atenas, Paulo ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos. Por isso, discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como na praça principal, todos os dias, com aqueles que por ali se encontravam." (Atos 17:16-17)

Muitas vezes nos isolamos em nossa cultura ao invés de expandi-la. Preferimos permanecer em nossa cultura cristã, quando na realidade, deveríamos querer invadir o mundo com a mensagem de Jesus Cristo.

No Evangelho de Marcos, encontramos a história de um homem que trouxe Jesus para seus amigos. Mateus tornou-se um crente e, em seguida, convidou todos os seus amigos para irem a sua casa. Mas ele também convidou Jesus para a festa. Lemos que "Durante uma refeição na casa de Levi (de Mateus), muitos publicanos e 'pecadores' estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam" (Marcos 2:15). Mateus trouxe Jesus para seus amigos.

Marcos também nos fala sobre quatro homens que trouxeram seu amigo para Jesus. Eles trabalhavam juntos de seu companheiro, que era paralítico. Queriam que Jesus fosse curá-lo, mas Jesus estava ensinando em uma casa muito cheia e eles não conseguiam entrar. Então um desses homens subiu no telhado, quebrou algumas telhas e baixou seu amigo até onde Jesus estava. Vendo a sua persistência e fé, Jesus recompensou-os, curando o seu amigo.

Acho que uma das razões pelas quais não compartilhamos a mensagem de Jesus Cristo com mais frequência é porque - para sermos realmente honestos - nós não nos importamos. Então, precisamos começar pela oração: "Senhor, dá-me um coração para as pessoas que não te conhecem." Quando o apóstolo Paulo estava em Atenas, "ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos" (Atos 17:16). Ele se importava. Então agiu.

Que nos importemos o suficiente para trazer os nossos amigos para Jesus e trazer Jesus para os nossos amigos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Para Sempre o Mesmo

"Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre." (Hebreus 13:8)

A Bíblia descreve uma época na história de Israel quando "cada um fazia o que lhe parecia certo" (Juízes 17:6). Isso também me parece uma boa descrição do nosso tempo atual. Ao invés de viver de acordo com um padrão, como os Dez Mandamentos, muitos fazem suas próprias regras e utilizam uma escala flexível de moralidade, imaginando ser, pelo menos, melhor que o seu próximo.

Isso me lembra do que advertiu o profeta Isaías: "Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo." (Isaías 5:20). É aí que está a nossa cultura nos dias de hoje. Zombamos do que é bom e puro e celebramos o que é mau e pecaminoso. Bom é chamado de mal e mal é chamado de bom em nosso mundo virado.

Acho que nossa geração pode ser chamada de a "Geração-do-eu", porque pensamos em tudo, o tempo todo, para nós mesmos. É tudo sobre conseguir o que queremos e quando o quisermos. Agora que podemos obter as nossas próprias informações exatamente quando precisamos, não quero que me digam o que podemos ver ou ouvir, ou deixar os outros decidir quando podemos ouvir e ver. Queremos o que queremos e quando o quisermos. E muitos adotam a mesma abordagem para a moralidade.

Então, como vamos chegar a uma cultura que valha a pena? Resposta: nós a alcançaremos da mesma forma que os cristãos alcançaram sua cultura há 100 anos, e há 300 anos, e há 500 anos e há 2.000 anos. Chegamos a nossa cultura com a autoridade e a mensagem da Palavra de Deus, porque isso nunca muda, não importa o que aconteça. "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre" (Hebreus 13:8). 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Encontrando Propósito na Dor

"Apenas cuidado! Muito cuidado, para que vocês nunca se esqueçam das coisas que os seus olhos viram; conservem-nas na memória por toda a sua vida. Contem-nas a seus filhos e a seus netos." (Deuteronômio 4:9)

Quando os israelitas estavam prontos para entrar na Terra Prometida, Deus alertou sobre o esquecimento d'Ele no momento de prosperidade. Antes daquele momento, Israel tinha vagado no deserto por 40 anos. Todos os dias eles saiam de suas tendas em busca do maná, aguardando como alguém que espera o jornal pela manhã. Eles deveriam comer o maná pela manhã, no almoço e no jantar. Então Deus os guiaria pelo deserto, com uma nuvem durante o dia e o fogo durante a noite. Eles eram completamente dependentes de Deus, em tudo.

Mas Deus os levou até a terra prometida. Eles podiam ver as lindas montanhas verdes, e os rios correndo. Eles provavelmente ouviram sobre os montes de uvas que os espiões trouxeram: tão grandes que dois homens eram necessários para carrega-los. Então eles mal podiam esperar para entrar em Canaã. Mas Deus basicamente disse: “Agora prestem muita atenção, pois quando chegarem lá o perigo maior é que esqueçam tudo a Meu respeito”.

Muitas vezes é durante os momentos de prosperidade que esquecemos de Deus. A prosperidade tende a deixar as pessoas orgulhosas e “autossuficientes”. Pensamos que não precisamos de Deus quando temos nossos salários, investimentos, carreiras, casa, saúde e família. Mas quando a economia muda de direção e os investimentos definham, ou a casa pega fogo, então esperançosamente nos viramos para Deus e nos lembramos do que realmente importa. A adversidade nos alerta e nos mantém humildes. 

Observe que quando a dor chega, quando a tragédia aparece, todos nós oramos. E oramos muito. A dor nos faz lembrar de uma necessidade profunda: a necessidade de Deus em nossas vidas. Então não precisamos ter tanto medo da dor, pois Deus pode usá-la para nos deixar mais próximos d'Ele.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Não Há Passes Livres

"Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu." (Romanos 5:3-5)

Algumas pessoas acreditam que, por serem cristãs, estão isentas do sofrimento humano. Pensam que as coisas ruins acontecem só para os incrédulos; e não para os cristãos. Mas coisas inexplicáveis acontecem às pessoas piedosas. Os cristãos têm câncer. Cristãos morrem em acidentes de automóvel. Os cristãos têm todos os problemas que outras pessoas no mundo geralmente têm. E isso às vezes nos choca. Ficamos surpresos quando temos problemas na vida – problemas em nossa carreira, problemas com a nossa família, problemas com os nossos filhos.

Depois que meu filho Christopher foi para o céu, algumas pessoas vinham até mim e diziam: “Não posso acreditar que isso aconteceu com você.” A ideia é que eu, por ser um pastor e pregar o evangelho, deveria de alguma forma obter um passe livre no sofrimento experimentado pelo restante da raça humana.

A Bíblia ensina que todos nós teremos dificuldades. O apóstolo Paulo escreveu: “Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona [...]” (Romanos 5:3-5).

Você pode olhar para alguma tragédia que ocorreu em sua vida e pensar: bem, não vejo nada de bom nisso que aconteceu. Mas talvez daqui a algum tempo você vai enxergar algo positivo nisso que passou. Um pouco mais adiante ainda, você poderá ver coisas muito positivas nessa tragédia acontecida. E isso não deve ser diferente até a eternidade, quando você verá toda a sua vida e se dará conta de que aquela tragédia serviu para um bem maior.

Mas até esse dia chegar, há um Deus que promete que, apesar da pior tragédia, Ele pode tirar algo bom do mal.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Quando Duvidamos

"Mas Pedro continuou batendo e, quando abriram a porta e o viram, ficaram perplexos." (Atos 12:16)

Algumas pessoas dizem que quando oramos devemos ter fé e que quando temos a menor dúvida, nossa oração não será atendida. Isso simplesmente não é verdade.

Quanta fé tinha Lázaro quando Jesus o ressuscitou dos mortos? Nenhuma. E quanto às pessoas junto do túmulo, que choravam? Provavelmente não tinham muita fé. E o homem que disse: "Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!" (Marcos 9:24), e Jesus atendeu sua oração mesmo assim?

Todos temos horas em que nossa fé não é tão forte como deveria. Mas Deus pode operar, mesmo não tendo tanta fé como deveríamos. Isso não nos exime de buscar a fé. Devemos mesmo assim orar com fé. E devemos orar com persistência.

Quando Pedro necessitou um milagre para o tirar da prisão, Deus aguardou até o último instante para resgatá-lo. E é realmente o caso de tirar o chapéu para Pedro: sem saber qual seria seu destino, ele estava, ainda assim, dormindo tão profundamente que o anjo precisou acordá-lo. Diz o Salmo 127:2 que Deus "concede o sono àqueles a quem ama" e certamente Ele concedeu sono a Seu amado Pedro.

Então, mesmo que os homens da igreja primitiva tenham orado com paixão e persistência, ainda assim ficaram estarrecidos quando Deus de fato atendeu as suas orações e viram Pedro diante deles. Obviamente, eles haviam orado com alguma dúvida. Mas mesmo que as suas orações tenham sido fracas, foram mais poderosas que Herodes e mais poderosas do que as forças do inferno.

Isso me dá grande esperança, pois nem sempre sou um homem de muita fé. Há certas horas em que oro por algo e me pergunto se aquilo poderia de fato acontecer. E é animador saber que mesmo quando sou fraco, Deus ainda pode intervir e atender a minha prece.
Link para o texto original

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ainda Não Acabou

"Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se." (Atos 12:24)

No início de Atos 12, encontramos um Herodes aparentemente todo-poderoso causando estragos na igreja. Ele tinha a seu lado o poder do governo, a espada e a ameaça de prisão. Mas a igreja tinha a seu lado o Criador do universo e a arma secreta chamada oração.

Conforme Atos 12 vai chegando ao fim, encontramos o grande Herodes dando um discurso. O historiador judeu Josephus mostra que, neste caso particular, Herodes estava vestido de prata da cabeça aos pés. Enquanto o sol refletia nele, parecia um deus para o povo. Ao final de seu discurso, o povo estava tão impressionado que começaram a gritar: "É voz de deus e não de homem!" (versículo 22). Enquanto isso, Herodes aproveitava tudo. Então, em seguida lemos que "imediatamente um anjo do Senhor o feriu e ele morreu comido por vermes." (versículo 23). O Senhor deu um golpe fatal num homem mau. A narrativa termina com: "Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se." (versículo 24).

Então Atos 12 começa com Herodes num tumulto, prendendo e perseguindo os líderes da igreja. Tiago está morto, Pedro está na prisão e Herodes parece estar triunfando. Mas o capítulo termina com o próprio Herodes abatido, Pedro livre, e a Palavra de Deus triunfando.

Se você é um seguidor de Jesus Cristo, tem acesso a Deus através de um relacionamento direto com Ele. Você pode chamar pelo Deus Todo-Poderoso, que vai ouvi-lo e vai responder as suas orações de acordo com Sua vontade.

Veja: isso não acaba até que termine. É por isso que precisamos continuar orando.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quando Estamos Sobrecarregados

"Desde os confins da terra eu clamo a ti, com o coração abatido; põe-me à salvo na rocha mais alta do que eu." (Salmos 61:2)

Deus prometeu nos dar uma paz que excede a todo entendimento, mas não necessariamente uma paz que sempre nos dará entendimento.

Você pode agora enfrentar uma crise pessoal. Pode ser a falta de emprego, ou a entrega de sua casa ou a perda de seus investimentos.  Pode ser que você tenha um casamento fracassado ou um filho pródigo. Pode ser que você tenha uma doença com risco de vida; ou que esteja paralisado pelo medo, devido a um futuro incerto. Então, o que você deve fazer? A Bíblia nos diz que a resposta para a preocupação é a oração: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4:6-7).

Eu tenho vivido com essas palavras desde a partida do meu filho Christopher para o céu, porque eu tenho sido atingido com a dura realidade da sua ausência. Tem havido ondas de profunda tristeza que tomam conta de mim às vezes. Então eu oro. Às vezes minhas orações não são longas, mas simplesmente um grito a Deus: Deus, me ajude! Dá-me força neste momento. E Ele o faz. Ele me dá a força que preciso. Não é necessariamente mais do que preciso, mas Ele me dá o que eu preciso para o que estou enfrentando no momento.

O salmista escreveu: "Desde os confins da terra eu clamo a ti, com o coração abatido; põe-me à salvo na rocha mais alta do que eu" (Salmo 61:2). Então, quando você se sentir sobrecarregado, ore. As coisas vão para o seu devido lugar, em sua vida, de acordo com a perfeita vontade d'Ele.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Paixão e Persistência

"Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta." (Mateus 7:7-8)

A igreja primitiva orou com paixão e persistência. Quando Pedro ficou detido na prisão, "a igreja orava intensamente a Deus por ele" (Atos 12:5). Outra maneira de traduzir a palavra "intensamente" seria "seriamente". É a mesma palavra usada para descrever a oração de Jesus no Jardim do Getsêmani. O Evangelho de Lucas nos diz: "Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão" (Lucas 22:44). Essa foi uma oração de paixão. Foi uma oração agonizante. E era assim que a igreja primitiva orava.

Muitas vezes, o problema é que a nossa oração não tem poder, porque não há coração nela. Se colocarmos pouco coração em nossas orações, não podemos esperar que Deus coloque muito coração ao respondê-las. Alguém vai nos dizer sobre a crise que está enfrentando e vamos orar: "Oh, Senhor, só ajude-o... E depois volte para mim." Não oramos com paixão. Não oramos continuamente.

Jesus disse: "Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta." (Mateus 7:7-8). No idioma original, isso pode ser traduzido como: "Continue a perguntar. Continue buscando. Mantenha-se batendo à porta." Em outras palavras, seja persistente e mantenha essa persistência.

Vamos orar por algo uma, duas, ou talvez três vezes e, em seguida, dizer: "Bem, acho que Deus não vai responder a essa oração." Deus não se irrita com nossas orações. Continue orando. A igreja primitiva, quando necessitada, orava para Deus com grande persistência. Então, não vamos desistir tão facilmente.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Nenhum Plano B?

"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." (Filipenses 4:6-7)

Em Atos 12 encontramos a igreja primitiva diante de um cenário bastante difícil. Eles estavam diante de uma situação que, se Deus não interviesse, seria um desastre total. Não gostamos de situações como essa, porque gostamos de ter sempre um plano B. Ainda mais: gostamos de ter um plano C para o plano B; e, até, um plano D para o plano C.

Mas, às vezes, Deus permite estarmos diante de situações onde não há planos B. Não há nada garantido. Não há nenhuma outra solução. Somente Ele.

A igreja primitiva estava diante de tal situação. Após um período de relativa calma, uma nova onda de perseguição vinha contra a igreja. Herodes Agripa I prendeu Tiago, irmão de João, um dos "filhos do trovão", e o executou. Em seguida, prendeu Pedro, líder da igreja primitiva e parecia que ele seria executado também.

Herodes queria ter certeza de que Pedro não sairia da prisão, porque da última vez que ele foi preso, um anjo o tinha libertado (Atos 5:17-20). Por garantia, Herodes colocou quatro esquadrões de soldados para vigiar Pedro; ele foi acorrentado a dois soldados e vigiado por mais 14.

Então, o que a igreja fez? Lemos que "[...] a igreja orava intensamente a Deus por ele (Pedro)" (Atos 12:5). Temos uma arma secreta na igreja. Ela se chama oração. Apesar de todas as outras portas estarem fechadas, uma está sempre aberta, a porta para a presença de Deus através da oração. O problema é que a oração é, na maioria das vezes, nosso último recurso. É o que geralmente fazemos quando todas as nossas outras tentativas falharam. Esses crentes, todavia, oraram.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Afasta de Mim Este Cálice

"Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: 'Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres'". (Mateus 26:39)

Mesmo Jesus, quando esteve no Jardim do Getsêmani, recuou em relação ao que estava à frente. Ele orou: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice”. Jesus, aquele que não cometeu pecado, O Perfeito e Sagrado, olhou para dentro do abismo de todas as coisas perversas do mundo e soube de todo o pecado que carregaria sobre Si mesmo.

Algumas vezes é impossível passar o cálice. Algumas vezes, Deus vai responder nossas orações de maneira afirmativa e nos livrar da situação na qual nos encontramos. Como os discípulos que clamaram e pediram ajuda em meio à tempestade do mar da Galileia e Jesus acalmou a tempestade. Ou como o doente que foi curado e o morto que foi ressuscitado por Jesus.

Quando uma situação crítica aparece e clamamos a Deus, somente em alguns momentos Ele vai alterar as circunstâncias. Vendo pessoas nas circunstâncias mais desafiadoras transformadas pelo poder de Deus, penso que sempre devemos orar por isso.

Mas existem algumas vezes que Deus diz: “Não, você precisa passar por isso.” Podemos responder: “Nunca, Senhor.” Mas no final das contas precisaremos reconhecer: “Sim, Senhor”.

Tenho visto Deus trabalhar através das maiores tragédias de minha vida. E para ser honesto, se eu pudesse alterar minhas circunstâncias, eu alteraria e teria o meu filho Christopher novamente. Mas eu não tenho esta opção.

Se cremos na providência de Deus, então sabemos que Ele está no controle de tudo. Também sabemos que Ele permite certas coisas com propósitos que não vamos, necessariamente, compreender. Nossa atitude precisa ser: “Senhor, eu não gosto disso. Eu não entendo isso. Eu não desejo isso. Mas, ainda assim, eu quero dizer SIM, SENHOR.”

domingo, 5 de abril de 2015

Quando Não Estamos Dispostos

"Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos." (Mateus 5:44-45)

Minha mãe se casou e divorciou sete vezes. Eu tive o privilégio de compartilhar o evangelho com vários de seus maridos, incluindo Oscar Laurie, o homem que me adotou. Ele creu em Cristo e eu fiquei muito grato por isso. No entanto, havia um outro marido dela a quem chamarei de Eddie. Ele era alcoólatra e quase matou minha mãe numa noite em que estava bêbado.

Depois de me tornar Cristão, senti que Deus queria que eu compartilhasse o evangelho com o Eddie. Mas, honestamente, eu não queria. E pensei: Ele é um homem mau e eu não quero falar com ele novamente. Eu não quero vê-lo novamente. Mas eu fui, mesmo assim. Eu gostaria de dizer que foi uma experiência gloriosa, que ele ficou de joelhos e que aceitou Cristo. Mas não posso dizer isso. Ele me escutou porque era legal. Ele foi gentil e disse: "Bem, você sabe que eu estou feliz que isso aconteceu para você, Greg." Eu o convidei para vir e me ouvir pregar, mas novamente ele disse que não.

Pode haver alguém que lhe feriu assim em sua vida, alguém que tem decepcionado você. E você acha que por causa disso, não quer nunca mais falar com eles novamente, muito menos compartilhar o evangelho com eles. Mas, como crentes, devemos vencer nossos preconceitos pessoais e elimina-los. E, em vez de dizer: "Nunca, Senhor," é preciso dizer: "Sim, Senhor!" Esteja disposto. Veja o que Deus vai fazer. Eles podem reagir como Eddie. Ou podem reagir como Oscar.

Talvez agora ainda haja alguém que você considera um inimigo. O que você pode fazer? Você pode compartilhar o evangelho e deixar os resultados nas mãos de Deus.
Link para o texto original

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sim, Senhor!

"Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração [...]". (2 Crônicas 16:9)

Há cerca de 40 anos, havia um cara chamado Charles, conhecido por seus amigos como Chuck. Chuck se sentiu chamado para ensinar a Palavra de Deus, tornou-se pastor de uma pequena igreja em Orange County (Califórnia), conhecida como Capela do Calvário.

Naquela época o movimento de contracultura estava em pleno andamento. Chuck olhou para os hippies e pensou que realmente não tinha muito o que fazer com eles. Mas sua esposa Kay tinha um coração voltado para os jovens hippies e ela orou por eles. Anos mais tarde, eu e meus amigos nos fixamos em torno do bairro de Chuck e Kay. Sempre que passávamos caminhando por sua casa, eles oravam por nós. Eu era um descrente na época e não percebi que alguém estava orando por mim.

Kay queria alcançar os jovens hippies e Chuck ficou intrigado com eles. Então, um dia sua filha trouxe para casa um hippie em pessoa. Este hippie era um cristão que falou sobre como Deus estava alcançando seus amigos e eles estavam vindo para a fé. Chuck então decidiu abrir a capela para eles e informou ao conselho de anciãos o que desejava fazer. Eles disseram: "De jeito nenhum. Acabamos de colocar um tapete novo. E esses jovens não tomam banho." Na manhã de domingo, Chuck estava na porta da frente da igreja com uma bacia de água e um pano, pronto para lavar os pés de todos os hippies que queriam vir à igreja.

Os jovens começaram a chegar e o que aconteceu lá tornou-se parte do que chamamos de o “Movimento de Jesus”, um renascimento moderno. O impacto continua até hoje. Foi um renascimento significativo que alterou a história Americana. Tudo porque as pessoas estavam dispostas a superar seus preconceitos pessoais e dizer: "Sim, Senhor!"

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Palavras Que Não Combinam

"Mas Pedro respondeu: 'De modo nenhum, Senhor! Jamais comi algo impuro ou imundo!' A voz lhe falou segunda vez: 'Não chame impuro ao que Deus purificou'." (Atos 10:14-15)

Há certas palavras que combinam e certas palavras que não. "Sim, Senhor", isto funciona muito bem. "Como, Senhor?" - Isso é legal. "Quando, Senhor?" ou mesmo "Por que, Senhor?" também funcionam. Mas se você é um cristão, nunca deveria dizer: "Não, senhor" ou "Nunca, Senhor."

Era a hora de Pedro deixar sua zona de conforto e ir para certas pessoas que precisavam ouvir o evangelho. Então, certo dia enquanto Pedro estava orando por volta do meio-dia, teve uma visão onde viu o céu aberto e um lençol descer com todos os tipos de animais que a lei judaica considerava  imundos. Deus lhe disse: "Levante-se, Pedro; mate e coma." (Atos 10:13)

Mas Pedro respondeu: "Não, Senhor." Ora, Pedro estava em Jope, o mesmo lugar onde Jonas pegou um navio que ia na direção oposta de onde Deus lhe disse para ir. Jonas não queria pregar em Nínive, que era inimiga de Israel, então tentou ir o mais longe de Deus que podia. Mas o Senhor tem uma maneira de fazer com que as coisas sejam feitas do jeito que Ele quer, e Jonas finalmente disse: "Sim, Senhor".

Às vezes não queremos chegar ao inimigo com o evangelho, porque, sinceramente, somos do tipo que se alegra em saber que um dia eles terão o que merecem. Mas precisamos compartilhar as Boas Novas com todos. Até mesmo com nossos inimigos.

Pedro tinha uma escolha. Ele poderia fugir de Deus ou obedecê-Lo. E escolheu a segunda opção. Quando o Senhor disse vá, ele foi. Pedro compartilhou o evangelho com Cornélio, que se converteu a Cristo. O Espírito Santo foi derramado sobre a casa de Cornélio e o evangelho foi trazido para o mundo dos não judeus. E o resto, como dizem, é história.

Pessoas Alcançando Pessoas

"Assim, mandei buscar-te imediatamente, e foi bom que tenhas vindo. Agora estamos todos aqui na presença de Deus, para ouvir tudo que o Senhor te mandou dizer-nos." (Atos 10:33)

Atos 10 registra a história de um homem chamado Cornélio, um centurião que vivia na Cesareia. A Cesareia era um posto avançado de Roma em Israel, assim batizada em homenagem a César. Como oficial militar romano que comandava um grupo de 100 soldados, Cornélio aprendera a cultuar os deuses romanos, que vinham principalmente da Grécia, que havia sido conquistada por Roma. Ele também devia ter aprendido a cultuar César como deus. Entretanto, esse culto aparentemente deixou Cornélio sentindo-se vazio.

Estando cercado sempre do povo judeu, talvez tenha pensado: "Olha, acho que eles estão cultuando o Deus verdadeiro". Então começou a doar dinheiro aos pobres e começou a orar para o Deus de Israel. Mesmo sendo um não-judeu, ele chamava pelo Deus deles. Deus revela-se a quem busca verdadeiramente (veja Jeremias 29:13), e como Cornélio buscou de verdade a Deus, Ele mandou-lhe um anjo dizer-lhe que mandasse chamar Pedro, que teria uma mensagem para ele.

Mas o anjo não foi direto ao ponto dizendo: "Ô Cornélio! Você precisa acreditar em Jesus, que morreu e depois ressuscitou".
- Por que não passar-lhe o evangelho ali mesmo, na hora?
Porque o principal modo com que Deus alcança pessoas é através de outras pessoas. Romanos 10:14 diz: "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?"

Pedro era o sujeito que Deus queria usar para alcançar Cornélio. Deus queria que Cornélio fosse salvo e queria também usar a conversão de Cornélio (um gentio) para abrir os olhos de Pedro para o fato de que há um mundão de pessoas que precisa ouvir o evangelho.