terça-feira, 14 de abril de 2015

Quando Duvidamos

"Mas Pedro continuou batendo e, quando abriram a porta e o viram, ficaram perplexos." (Atos 12:16)

Algumas pessoas dizem que quando oramos devemos ter fé e que quando temos a menor dúvida, nossa oração não será atendida. Isso simplesmente não é verdade.

Quanta fé tinha Lázaro quando Jesus o ressuscitou dos mortos? Nenhuma. E quanto às pessoas junto do túmulo, que choravam? Provavelmente não tinham muita fé. E o homem que disse: "Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!" (Marcos 9:24), e Jesus atendeu sua oração mesmo assim?

Todos temos horas em que nossa fé não é tão forte como deveria. Mas Deus pode operar, mesmo não tendo tanta fé como deveríamos. Isso não nos exime de buscar a fé. Devemos mesmo assim orar com fé. E devemos orar com persistência.

Quando Pedro necessitou um milagre para o tirar da prisão, Deus aguardou até o último instante para resgatá-lo. E é realmente o caso de tirar o chapéu para Pedro: sem saber qual seria seu destino, ele estava, ainda assim, dormindo tão profundamente que o anjo precisou acordá-lo. Diz o Salmo 127:2 que Deus "concede o sono àqueles a quem ama" e certamente Ele concedeu sono a Seu amado Pedro.

Então, mesmo que os homens da igreja primitiva tenham orado com paixão e persistência, ainda assim ficaram estarrecidos quando Deus de fato atendeu as suas orações e viram Pedro diante deles. Obviamente, eles haviam orado com alguma dúvida. Mas mesmo que as suas orações tenham sido fracas, foram mais poderosas que Herodes e mais poderosas do que as forças do inferno.

Isso me dá grande esperança, pois nem sempre sou um homem de muita fé. Há certas horas em que oro por algo e me pergunto se aquilo poderia de fato acontecer. E é animador saber que mesmo quando sou fraco, Deus ainda pode intervir e atender a minha prece.
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