terça-feira, 7 de junho de 2011

O Esvaziar de Cristo

"Que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens." (Filipenses 2:6-7)

Assim como Jesus se ajoelhou no Jardim do Getsêmani e orou as palavras: "(...) contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua", a Bíblia nos diz que um anjo veio do céu e o fortaleceu (Lucas 22:42-43). As Escrituras ensinam que os anjos são espíritos enviados para servir ao Senhor.

Provavelmente o momento mais difícil para os anjos foi olhar as pessoas zombando, espancando e crucificando seu Senhor. Tenho certeza que os anjos teriam alegremente corrido à Sua ajuda naquele momento. Pense no poder extremo dos anjos. No Antigo Testamento, lemos que um anjo matou 185 mil pessoas (veja 2 Reis 19:35, Isaías 37:36). Então, lá na cruz estavam esses poderosos seres espirituais desejando nada mais do que servir ao Senhor, mas eles não tinham permissão. Os anjos não estavam ali para interferir naquele momento sagrado.

Em Filipenses 2:7, o apóstolo Paulo nos diz que Jesus "esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo". Mas, o que o fez esvaziar-se? Jesus não esvaziou-se de Sua divindade. Ele era Deus antes de Belém, enquanto criança, enquanto estava pendurado na cruz, e também quando ressuscitou dos mortos. Jesus foi e sempre será Deus. Portanto, Cristo certamente não abandonou Sua divindade. O que Ele fez foi deixar de lado alguns de seus privilégios. Um deles poderia ser a libertação angelical num momento como a cruz. Jesus escolheu esvaziar-se deste privilégio divino por causa de seu desejo de morrer pelos nossos pecados. Que possamos, como Cristo, negar a nós mesmos e tomar a forma de humildes servos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário