terça-feira, 28 de junho de 2016

Nas Mãos de Jesus

"E ordenou que a multidão se assentasse na grama. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, deu-os aos discípulos, e estes à multidão." (Mateus 14:19)

Certa vez, perguntaram a um menino qual era a sua história favorita da Bíblia. Ele disse: "Gosto daquela onde uma multidão se farta de pães e peixes." Não é disso exatamente que se trata o milagre da multiplicação dos pães e peixes. Mas é sim, uma grande história.

Jesus estava no auge de seu ministério durante aquele tempo, sua popularidade se espalhava rapidamente. Multidões de pessoas estavam ansiosas em segui-Lo. Uma grande multidão se reuniu para ouvi-lo, e estava com fome.

Não sabemos muito sobre o menino com seus pães e peixes a quem André trouxe a Jesus. Nem sequer sabemos o seu nome. Mas sabemos que ele era pobre, porque tinha pão de cevada, o mais barato de todos os pães. Ele também tinha dois peixinhos. Ele não tinha muito para dar. Mas aquele menino deu o que tinha para Jesus.

Da mesma forma, Deus quer que levemos a Ele o que temos. Esse menino levou o seu almoço para Jesus, por mais simples e pobre que pudesse ser. Esse almoço era tão insuficiente quanto poderia ser. E este menino era tão insignificante quanto alguém poderia ser. Mas o que era insuficiente nas mãos do insignificante, tornou-se suficiente e significativo nas mãos de Jesus.

Não é o que você traz. É para quem você está trazendo. Deus pode fazer muito com pouco. E às vezes aqueles que têm menos estão dispostos a dar mais, porque reconhecem que se alguma coisa boa pode acontecer, tem que vir de Deus.

Então, traga o que você tem. Deus pode abençoar o que você tem e tocar muitas pessoas. O que faz um dom ser grande para a obra de Deus? Não é a magnitude do dom, mas nas mãos de quem esse dom é colocado.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Como Limpar a Sua Consciência?

"Mantendo a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé." (1 Timóteo 1:19)

Imagine que de repente você sinta um cheiro ruim na sua casa. Conforme você anda pela casa procurando a sua fonte, o cheiro fica cada vez mais forte. Então você abre a porta do seu closet, e ali está: um rato morto que você pegou numa ratoeira. O que você deve fazer para se livrar do cheiro? Você se livra do rato. Simples assim. Quando o rato for embora, o cheiro irá com ele.

Então se no caminho da vida, a nossa consciência nos incomoda e a culpa nos esmaga, como podemos nos livrar disso? Nós não desativamos a culpa ou simplesmente tentamos ignorá-la. Nós chegamos à sua fonte. O que a sua consciência está lhe dizendo? Para o que a culpa está apontando? Está apontando para um pecado. E para nos livrarmos da culpa, devemos nos livrar do que a está produzindo, que é o pecado. Então você confessa o seu pecado. Hebreus 10:22 diz: "Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura."

Podemos dar outros nomes para o pecado, como "erro" ou "pequena falha", mas Deus ainda vai chamá-lo de pecado. Então por que não damos o mesmo nome? Somos lembrados em 1 João 1:9: "Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça."

Somente Jesus pode perdoar pecados e tornar a nossa consciência sensível novamente. Ele morreu na cruz do Calvário e derramou o Seu sangue por cada um de nós. Então chame o seu pecado de pecado (o que ele realmente é) e pare de dar desculpas.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Uma Consciência Cauterizada

"Então Herodes e os seus soldados ridicularizaram-no e zombaram dele. Vestindo-o com um manto esplêndido, mandaram-no de volta a Pilatos." (Lucas 23:11) 

Falemos sobre oportunidade. Herodes manteve aprisionado o maior de todos os profetas do Antigo Testamento: João Batista. Ele poderia tê-lo disponível 24 horas por dia, mas mandou matá-lo e até mesmo decapitá-lo. Pior ainda, mais tarde ele esteve diante do Deus encarnado, o Criador do universo em forma humana, o próprio Jesus Cristo. Mas Herodes se interessava somente pelos milagres de Jesus. Herodes poderia ter aberto o seu coração, confessado os seus pecados, encontrado perdão e sensibilizado a sua consciência cauterizada, mas não o fez. E Jesus não fez milagres para ele.

Lemos em Lucas 23:11 que Herodes, mostrando seu verdadeiro caráter, juntamente com seus soldados "ridicularizaram-no [Jesus] e zombaram dele. Vestindo-o com um manto esplêndido, mandaram-no de volta a Pilatos." Herodes rejeitou a Cristo por medo de uma mulher, por medo de sua reputação, e por causa do seu trono. E Cristo rejeitou a Herodes, porque Herodes foi além do ponto onde não havia mais volta. Jesus, sendo Deus, podia ver o coração de Herodes. Ele podia ver o quanto ele era fútil. A ironia é que Herodes parecia temer a todos e a tudo. No entanto, devido à sua falta de temor a Deus, Herodes condenou a sua alma para sempre. Foi a morte de sua consciência.

Como isso acontece? Como uma consciência morre? Isso se faz aos poucos. Você sabe que algo está errado. Sua consciência lhe incomoda, e você tenta se livrar disso. Você pensa: "Como faço para desligar isso? Como posso silenciar isso? Onde está o botão de mudo? Não quero ouvir mais nada."

Em seguida, com o passar do tempo, fica mais e mais difícil ouvir a sua consciência. Como se diz: "Quando um homem não ouve a sua consciência, geralmente é porque Ele não quer o conselho de um estranho."
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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Uma Consciência que Funcione

"O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada" (1 Timóteo 4:1-2)

Arthur Conan Doyle, autor dos famosos romances de Sherlock Holmes, era um pouco brincalhão. Um dia, em uma brincadeira, ele escreveu uma nota rápida e enviou-a para 12 de seus amigos mais próximos. A nota dizia: "Fuja agora! Tudo foi descoberto!" Em 24 horas, todos os seus 12 amigos tinham deixado o país.

A consciência é um pouco como um alarme; nos adverte do perigo iminente. Às vezes, somos tentados a ignorar ou até mesmo desativar alarmes, porque não queremos ouvi-los. O alarme de incêndio na minha casa só dispara às 3:00 da manhã, avisando que a bateria está fraca. É muito tentador desconectá-lo para não mais ouvi-lo.

Mas se a nossa consciência está trabalhando, se estiver nos lembrando que algo que dissemos ou fizemos está errado, isso é uma coisa boa. Queremos uma consciência tenra, uma consciência que funcione corretamente. Não devemos tentar desativá-la, e certamente não devemos querer que ela enfraqueça, porque a Bíblia adverte que podemos cauterizar a nossa consciência como com um ferro quente (ver 1 Timóteo 4:1,2). Isto significa ter uma consciência insensível e dura.

Cada um de nós tem uma consciência dada por Deus. Como Romanos 2:14-15 nos diz: "De fato, quando os gentios, que não têm a lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a lei; pois mostram que as exigências da lei estão gravadas em seus corações. Disso dão testemunho também a consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os".

Precisamos ensinar a nossa consciência como funcionar corretamente. Devemos educá-la com eficácia com a Palavra de Deus para que realize o que deveria realizar segundo o projeto do nosso Criador.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A Verdade Fundamental

“Quando um homem morre, acaso tornará a viver? Durante todos os dias do meu árduo labor esperarei pela minha dispensa.” (Jó 14:14)

Em um dos livros mais antigos da Bíblia, o livro de Jó, é feita uma pergunta: “Quando um homem morre, pode viver novamente?” Todos nós deveríamos nos fazer essa pergunta: “O que vai acontecer comigo quando eu morrer? O que há além deste lugar chamado Terra?”

Antes de crer em Cristo eu, às vezes, pensava sobre isso. Eu era só um adolescente. Esse era um assunto muito difícil sobre o qual refletir. Mas eu pensava sobre a morte frequentemente. Não que eu fosse obcecado pela morte ou que quisesse morrer, mas naquela época pensava que assim que uma pessoa parasse de viver, ela simplesmente deixaria de existir. Não estava certo sobre a existência de um lugar como o paraíso. Mas, definitivamente, tinha esperança que não houvesse um lugar como o inferno. Minha conclusão era que quando você morria, morria. E isso era tudo.

Todos sabemos que a morte virá, mas o que acontece além do túmulo? De acordo com a Bíblia, há vida além do túmulo. E por causa do que foi feito por Jesus na cruz, e devido ao fato de que Ele ressuscitou três dias depois, nós Cristãos temos a esperança de que, quando morrermos, vamos imediatamente para a presença de Deus, e para um lugar maravilhoso chamado Paraíso.

Por isso a ressurreição de Jesus dos mortos é uma das verdades bíblicas mais importantes que existem. A ressurreição de Jesus dos mortos, em conjunto com a própria crucificação, são os eventos mais significantes da história da igreja. Não se trata de algo periférico. É algo essencial. É a rocha sólida da base. É a pedra fundamental.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Entrega no Getsêmani

"E lhes disse: 'A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem'." (Marcos 14:34)

Você já se sentiu solitário? Você já sentiu como se os seus amigos e família tivessem lhe abandonado? Você já se sentiu como se estivesse mal interpretado? Já teve dificuldade em entender ou se submeter à vontade de Deus para sua vida?

Se assim for, então você tem uma noção do que o Senhor Jesus passou quando agonizou no Getsêmani.

Hebreus nos diz: "pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade" (4:15-16).

A Bíblia nos diz que Jesus era "um homem de tristezas e familiarizado com o sofrimento" (Isaías 53:3). Mas a verdadeira tristeza Ele experimentou no Getsêmani. A noite antes de sua crucificação parecia ser o ponto culminante de toda a tristeza que ele nunca havia conhecido e teria seu apogeu no dia seguinte. O triunfo final que estava por acontecer no Calvário foi realizado primeiramente debaixo das oliveiras retorcidas de Getsêmani.

É interessante que a própria palavra Getsêmani significa "prensa de azeite". Azeitonas foram pressionadas lá para fazer óleo e, verdadeiramente, Jesus estava sendo pressionado por todos os lados para que pudesse trazer vida para nós. Não acho que podemos sequer começar a entender o que estava se passando.

Mas olhe para o que Ele fez. Ele trouxe a sua e a minha salvação. Por causa do que Jesus passou no Getsêmani e, finalmente, na cruz, podemos invocar o Seu nome. Apesar de ter sido uma transição extremamente dolorosa, terrível, era necessário que o objetivo final fosse alcançado.

Talvez você esteja passando por uma crise em sua vida agora, um Getsêmani pessoal, se você assim o definir. Você tem a sua vontade; sabe o que quer. No entanto, você pode sentir que a vontade de Deus é diferente.

Você deixaria o Senhor escolher para você? Você estaria disposto a dizer: "Senhor, estou submetendo a minha vontade à Sua"? Você não vai se arrepender de tomar essa decisão.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Apanhados Vivos

"O Reino dos céus é ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes. Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Então se assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins" (Mateus 13:47-48)

A série de televisão Pesca Mortal mostra pescadores nas águas agitadas do mar de Bering, os quais içam muitos peixes usando redes enormes. Às vezes eles içam outras criaturas do mar também, como tubarões, polvos e lulas. E às vezes puxam até algum lixo. É um mistério o que vão puxar.

Essa é a ideia por trás da parábola que Jesus contou em Mateus 13, conhecida como Parábola da Rede. O reino de Deus é como uma rede puxada na água. E com essa rede todo tipo de coisa é apanhada. Então, nosso trabalho como igreja, digamos assim, é puxar essa rede pelas águas de nossas comunidades e pegar quem quer que possamos. Vamos pegar uns ruins no meio de outros bons? Claro. Vamos ter falsos crentes junto dos verdadeiros? Sem dúvida. Mas vamos pegar os genuínos também.

Jesus disse: "Sigam-Me, e Eu os farei pescadores de homens" (Mateus 4:19). A frase "pescadores de homens" poderia ser melhor traduzida como "apanhar homens vivos". Não só isso, mas a frase é usada só uma outra vez no Novo Testamento, em 2 Timóteo 2:26, onde Paulo fala dos que foram aprisionados pelo diabo para fazer a sua vontade. Noutras palavras, foram apanhados vivos por Satanás.

Temos uma escolha diante de nós: ou Deus apanha as pessoas vivas ou o diabo o faz. Qual vai ser? Portanto, vamos pescar homens, pois essas pessoas que não conhecem Jesus Cristo são como pessoas na prisão. Você pode até descrevê-las como prisioneiras de guerra. Nosso trabalho não é procurar e destruir, mas encontrar e libertar.