sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Desculpas e Não Razões

"Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia." (Hebreus 10:25)

Uma razão é algo que oferecemos quando não somos capazes de fazer alguma coisa, enquanto que uma desculpa é algo que oferecemos quando não queremos fazer alguma coisa e quando queremos nos livrar dela. As pessoas oferecem um monte de desculpas para não ir à igreja.

Vamos olhar para o comprometimento que os fãs de futebol têm, como eles torcem pelo seu time, independente das circunstâncias ou das condições climáticas. Vestem-se com as cores do time e até mesmo pintam seus rostos. E quando sai um gol, gritam de emoção. 

E se as pessoas fossem assim na igreja, nunca faltando a um culto, nunca perdendo uma oportunidade de adorar? E se as pessoas oferecessem as mesmas desculpas para não ir aos jogos, como fazem para não ir à igreja? Pense o quanto iria soar ridículo: "Olha, não vou mais para os jogos, porque as pessoas que se sentam ao meu redor não parecem tão amigáveis. É muito lotado. Simplesmente há muitas pessoas." Ou: "Os bancos são muito desconfortáveis." Ou: "É muito difícil encontrar um lugar para estacionar." Ou: "O técnico nunca veio falar comigo pessoalmente." 

E que tal estas desculpas? "Bem, li um livro sobre futebol, e acho que sei mais do que o técnico." Ou: "Meus pais me levaram para um monte de jogos quando eu era pequeno, então simplesmente não quero mais ir."

Duvido que você algum dia ouça essas desculpas para faltar a um jogo de futebol, mas isso é o que as pessoas dizem para não irem à igreja. Elas podem ter um monte de desculpas para oferecer - e nenhuma razão.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Diga a Ele

"Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos." (Efésios 6:18)

Em seu excelente livro chamado "Como Orar", R. A. Torrey disse: "A oração é o caminho apontado por Deus para obter coisas e a maior razão para a grande ausência na vida das pessoas, é a negligência à oração."

Obter coisas não é a principal razão da oração, mas é uma delas. Tiago 4:2 nos lembra: "Não têm, porque não pedem."

Quando estamos passando por algum tipo de necessidade, o primeiro passo é a oração. Você vive algum conflito? Tem alguma necessidade agora? Talvez seja uma necessidade física. Você precisa do toque de cura de Deus. Ou talvez seja uma necessidade espiritual. Você precisa do Seu poder, Sua ajuda, Sua sabedoria. Ou talvez seja uma necessidade financeira. Você precisa da Sua provisão. Você tem orado por isso?

Nos é dito em Filipenses 4:6: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus." Esse é o objetivo da oração: de alinhar a nossa vontade com a vontade de Deus e de nos colocarmos em contato com Ele.

Precisamos orar sobre todas as coisas o tempo todo. Efésios 6:18 diz: "Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos." Observe o uso das palavras 'todas', 'toda', 'todos'.

O apóstolo Paulo estava dizendo que precisamos orar todo o tempo, nunca desistindo, nunca desanimando. Então ore pelo o que quer que você esteja passando.
Link para o texto original

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Coloque o Seu Coração Nisso

"Pedro, então, ficou detido na prisão, mas a igreja orava intensamente a Deus por ele." (Atos 12:5)

Atos 12 nos lembra de uma história de crise na igreja primitiva. Tiago havia sido morto pelo rei Herodes. Pedro foi preso e claramente seria o próximo. Então o que a igreja fez? Orou. Mas eles não oraram de qualquer forma. Eles oraram com paixão. Lemos que "a igreja orava intensamente a Deus por ele [Pedro]." Eu adoro ler isso.

A expressão "orava intensamente" também pode ser entendida como "oração fervorosa" ou "oração estendida." É a busca ferrenha por algo. Alguma vez você já deixou cair algo que estava próximo do seu alcance, e então fez de tudo para alcançar esse objeto? Era assim que a igreja orava. Não era uma oração qualquer, como uma oração tipo “bocejo”: “Senhor ajude Pedro”. Esta oração era uma oração tipo "tempestade nos portões dos céus." Eles não estavam retrocedendo. E sabe o que aconteceu? A oração foi atendida.

Quando uma mulher do povo gentio suplicou a Jesus para curar sua filha que estava possessa por um demônio, Jesus lhe disse: "Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos." (Mateus 15:26)

Ela poderia ter desistido, mas ao invés disso ela respondeu: "Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos" (verso 27). Jesus não a estava afastando; ele a estava aproximando. Ele sabia que a sua fé era grande. E devido à sua persistência, a sua filha foi curada no mesmo dia.

Algumas vezes, quando a resposta para nossas orações não vêm logo, presumimos que Deus está dizendo não. Talvez, mas pode ser que Ele queira que a nossa oração continue, com mais persistência.

Esse é o tipo de oração que prevalece com Deus, a oração na qual colocamos toda a nossa alma, buscando a Deus com um desejo agonizante. Muitas de nossas orações não têm poder porque colocamos pouco os nossos corações nelas.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Ecoando na Eternidade

"Respondeu Jesus: 'Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho, deixará de receber cem vezes mais já no tempo presente casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era futura, a vida eterna.'" (Marcos 10:29-30)

No filme Gladiador, Maximus Decimus Meridius, levando suas tropas para a batalha, declarou: "O que fazemos em vida ecoa na eternidade."

Essa é uma afirmação verdadeira. O que fazemos em vida ecoa na eternidade. Agimos como se tudo o que pode ser feito devesse ser feito durante nossa vida na terra, e temos de fazer tudo o que pudermos com o nosso tempo, habilidades e recursos. Há um grande elemento de verdade nisso, porque nós certamente não queremos desperdiçar as nossas vidas. E quando a vida é interrompida ou dificultada por uma deficiência ou uma doença, quando uma criança ou um jovem morre, pensamos: Que tragédia! Que perda!

Depois, há pessoas que viveram vidas perversas, que não fizeram nada com o que Deus lhes deu e se opuseram a Deus de toda a forma - mesmo fazendo dano com suas próprias vidas. E pensamos: Uau! Eles continuam a viver, enquanto essa outra pessoa que prometia tanto e com potencial tão grande se foi! Por que pensamos assim? Porque pensamos que tudo o que vai acontecer, irá acontecer somente nesta vida e... acabou.

Mas isso não é o que a Bíblia ensina. A Bíblia ensina que a vida continua, e que Deus não irá perder ou desperdiçar nenhuma vida, nenhum dom. Ela nos lembra que a morte, para o cristão, não é o fim de uma vida, mas uma continuação dela em um outro lugar, e que Deus tem outros lugares e tempos em que essa vida talvez possa atingir seu pleno potencial.

Quaisquer que sejam os sacrifícios que você tenha feito lhe serão recompensados. Deus não será o seu devedor. Estou plenamente confiante de que, naquele último dia, você vai reconhecer que tudo isso valeu a pena.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Nunca Ocupado Demais

"Jesus, parando, chamou-os e perguntou-lhes: 'O que vocês querem que eu lhes faça?'" (Mateus 20:32)

Imagino que Davi estava sentado certa noite numa grande pastagem, contemplando toda a glória da criação de Deus, quando escreveu: "Senhor, que é o homem para que te importes com ele, ou o filho do homem para que por ele te interesses?" (Salmo 144:3).

Eis uma boa pergunta: por que Deus se importaria conosco? Não sei; mas sei que Ele se importa. Se algo nos diz respeito, diz respeito também a Ele. Se é um fardo para nós, então, certamente, é um fardo para Ele também, fardo com o qual Ele quer lidar e resolver.

Vemos isso ilustrado na vida de Jesus. Ele estava a caminho de Jerusalém para morrer na cruz. Seu coração pesava. Ele tinha acabado de soltar a "bomba" de que ia ser crucificado. Sabia que o seu fim estava próximo. Ainda assim, deu-se ao trabalho de conceder do Seu tempo a dois cegos em necessidade.

A Bíblia nos conta que eles estavam sentados à beira da estrada de Jericó quando ouviram dizer que Jesus vinha. Então começaram a berrar: "Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!" (Mateus 20:30). As pessoas tentaram aquietá-los, mas isso os deixou ainda mais determinados a chamar a atenção d'Ele.

Então Jesus parou e lhes perguntou: "O que vocês querem que eu lhes faça?" (versículo 32).

Eles Lhe disseram: "Senhor, queremos que se abram os nossos olhos" (versículo 33). A Bíblia nos conta que Jesus teve compaixão deles e tocou seus olhos e que imediatamente eles puderam enxergar.

Isso é um lembrete de que Deus nunca está ocupado demais para nós. Podemos achar que Deus tenha muita atividade no universo e Ele tem. Mas somos Seus filhos, e Ele sempre tem tempo para ouvir nossas orações.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um Pai Generoso

"Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido." (João 15:7)

Um adolescente que tinha acabado de receber sua carteira de motorista estava pedindo para usar o carro da família. Seu pai, que era conhecido por ser mesquinho, disse-lhe: "Vou fazer um trato com você, filho. Se você receber notas altas na escola neste semestre, mantiver seu quarto limpo e arrumado, cortar a grama, tirar o lixo duas vezes na semana e cortar esse seu cabelo, vou deixá-lo dirigir o carro da família."

Poucos meses depois, o rapaz voltou para o seu pai e disse-lhe que havia tirado notas altas naquele semestre, tirado o lixo duas vezes na semana e tinha feito todas as suas tarefas. Seu pai tomou nota de tudo e em seguida, disse: "Mas Filho, notei que você não cortou o seu cabelo."

O rapaz respondeu: "Mas pai, Jesus tinha cabelo comprido."

"Isso é verdade", o pai disse ao filho. "E Jesus também andou a pé por todos os lugares onde ia. Então, vá cortar o seu cabelo."

Felizmente, como crentes, não temos um pai mesquinho. Temos um Pai no céu que gosta de nos abençoar e de nos dar presentes caros. Ele é mais do que generoso. Jesus disse: "Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino." (Lucas 12:32). Então vamos até Ele dia após dia buscando Sua bênção e a Sua provisão.

O objetivo da oração é fazer com que a nossa vontade se alinhe à vontade de Deus. E uma vez que isso aconteça, veremos nossas orações respondidas mais frequentemente de forma afirmativa. Jesus resumiu desta forma: "Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido" (João 15:7). Se permanecermos n'Ele, se investimos tempo em Sua Palavra, Ele vai nos mudar. E isso também mudará as coisas pelas quais oramos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Em Contato com Deus

"Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade." (Hebreus 4:16)

Adoro orar com crianças. Elas fazem suas coisinhas de criança que são tão fofas. Às vezes, suas orações são profundas e muito sinceras, enquanto em outras elas trapaceiam ou não oram de jeito nenhum.

Nós adultos temos a tendência de enfatizar o palavreado que usamos nas orações, ou na sua duração, mas Deus não se preocupa muito com essas coisas. Ele não está interessado na eloquência de nossas orações. E, com certeza, não fica impressionado com longas orações. Na verdade, as melhores orações da bíblia são curtas. Creio que nossas orações privadas/particulares devem ser longas, enquanto que nossas orações públicas devem ser curtas. Mas o fato principal é que devemos orar com frequência.

E qual o objetivo de orar? É contar a Deus algo que Ele não saiba? Ou é convencer Deus a fazer algo que ele não necessariamente queira fazer? A resposta é: não. Deus sabe todas as coisas e Ele fará o que precisa ser feito.

Então, para quê orar? O valor da oração é o de nos manter em contato com Deus. A oração deve ser consistente como a relação entre um pai e um filho. Podemos pensar que Deus vai nos dar tudo o que precisamos, para todas as situações, tudo ao mesmo tempo. Mas se isto acontecesse, muito provavelmente nos empolgaríamos tanto com os presentes que correríamos o risco de nos esquecermos do doador.

Deus nos dá o que precisamos e quando precisamos. Isso nos deixa dependentes Dele, não muito diferentemente de um filho que recebe mesada de um pai.

Da mesma maneira, precisamos voltar para Deus todos os dias, nos permitindo "encontrar graça que nos ajude no momento da necessidade."