quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Adversidade e Humilhação

"O Senhor, o seu Deus, os conduzirá à terra que jurou aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó, que daria a vocês, terra com grandes e boas cidades que vocês não construíram, com casas cheias de tudo que há de melhor, de coisas que vocês não produziram, com cisternas que vocês não cavaram, com vinhas e oliveiras que não plantaram. Quando isso acontecer, e vocês comerem e ficarem satisfeitos, tenham cuidado! Não esqueçam o Senhor que os tirou do Egito, da terra da escravidão." (Deuteronômio 6:10-12)

No seu livro "O Problema da Dor", C.S. Lewis escreveu: "Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossas dores. Ele usa seu megafone para despertar um mundo surdo."

Já falamos sobre o problema da dor, mas vamos falar sobre o problema da prosperidade. Prosperidade traz responsabilidade, porque não somos donos; somos responsáveis. Tudo o que Deus nos dá é um presente, e seremos colocados como responsáveis pelo que fizermos com os recursos que Ele colocar à nossa disposição. Sendo assim, queremos ter certeza que estaremos sempre dependentes de Deus.

Quando a vida fica muito difícil e somos atingidos por adversidades, nós oramos - de fato temos que fazer isso. Mas às vezes a vida vai muito bem, e nós meio que esquecemos de orar. Em Atos 12, lemos sobre quando Tiago foi decapitado e Pedro jogado na prisão. A igreja orou - e eles oraram com desespero, porque sabiam que se Deus não agisse, não haveria outra esperança.

O salmista escreveu: "Antes de ser castigado, eu andava desviado, mas agora obedeço à tua palavra" (Salmos 119:67).

Deus deu esse aviso para Israel antes de eles entrarem na Terra Prometida e começassem a aproveitar todas as suas bênçãos: "O Senhor, o seu Deus, os conduzirá à terra que jurou aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó, que daria a vocês, terra com grandes e boas cidades que vocês não construíram, com casas cheias de tudo que há de melhor, de coisas que vocês não produziram, com cisternas que vocês não cavaram, com vinhas e oliveiras que não plantaram. Quando isso acontecer, e vocês comerem e ficarem satisfeitos, tenham cuidado! Não esqueçam o Senhor que os tirou do Egito, da terra da escravidão." (Deuteronômio 6:10-12)

Adversidade nos alinha e nos mantém humildes, enquanto prosperidade tende a nos deixar orgulhosos e autossuficientes. Não pensamos que precisamos de Deus quando estamos em boa saúde ou quando nossa conta bancária está forrada de dinheiro. Mas quando a economia vai mal ou o médico tem más notícias, nos voltamos a Deus, porque somos lembrados do que realmente importa.
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Vencer Com a Dor

"Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança." (Tiago 1:2-3)

Eu evito a dor a todo custo. É por isso que eu não corro. Eu tentei correr tempos atrás, e doeu. As pessoas me disseram: "Apenas corra um pouco. Caminhe, e depois corra alguns minutos." Então eu faço isso, e odeio.

Para mim, o treino ideal seria livre de dor. Não quero que meus músculos fiquem doloridos no dia seguinte. Mas, como se diz: não há recompensa sem esforço. E isso é verdade também para a nossa vida. Se você procura uma vida sem dor, você não vai vencer espiritualmente. A dor nos lembra de uma necessidade mais profunda. A adversidade nos ensina verdades eternas que não aprenderíamos de outra maneira.

Eu experimento um certo tipo de dor todos os dias. Não sei se chamaria isso de dor... Refiro-me à fome. Desde o momento em que eu me levanto, quero comer. E às 10:00 horas, quando a hora do almoço começa a se aproximar, já estou com fome. Então eu espero, e digo a mim mesmo que o almoço está chegando. E essa fome me faz lembrar de uma necessidade mais profunda.

Quando eu tenho dor na minha vida, isso me faz lembrar de uma necessidade mais profunda, que é uma necessidade de Deus. E Ele nos ensinará nesses vales o que nunca aprenderíamos nas montanhas: coisas que precisamos saber e coisas que precisamos para compartilhar a nossa vida com os outros.

Pense sobre sua vida e sobre algumas das maiores lições que você aprendeu. Elas passaram pela adversidade, não? Essas são as coisas que você transmite e compartilha com outras pessoas. Você se lembra daqueles momentos em que o Senhor veio até você. E é por isso que precisamos entender que Deus controla todas essas coisas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O Jogo Final de Deus

"Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; e a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu." (Romanos 5:3,5)

Benjamin Disraeli, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha, uma vez disse: "A juventude é um disparate, a idade adulta uma batalha, a velhice uma saudade."

Não há férias com o sofrimento humano e a tragédia. E muitas pessoas tentam resolver isso, entendê-los e explicá-los. C. S. Lewis chamou de "o problema do sofrimento."

Mas há um Deus que, apesar da pior tragédia, pode trazer o bem do mal. Reconhecemos que a vida pode ser ruim. Reconhecemos que coisas ruins podem acontecer, que tragédias podem vir na vida cristã, mas também reconhecemos que Deus é soberano, o que significa que Ele está no controle. E reconhecemos que, em última análise, Deus pode fazer com que todas as coisas trabalhem juntas para o bem daqueles que o amam e são chamados de acordo com o seu propósito (ver Romanos 8:28).

Alguns ainda consideram que, porque são cristãos, não sofrerão. Eles podem não declará-lo de forma definitiva, mas acreditam que coisas ruins não acontecerão com eles. No entanto, a realidade é que também enfrentaremos problemas. Jesus disse: "Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" (João 16:33).

Podemos ter dificuldade em colocar as palavras "provações", "problemas" e "Deus me ama" em uma frase, porque elas parecem não caminhar juntas. Mas vamos dar uma olhada no ponto de vista de Deus: é para nos fazer felizes temporariamente, ou para nos tornar santos eternamente? É para nos manter sempre conectados ao mundo, ou, na realidade, para nos preparar para o Céu?
A última opção é a resposta, então Deus pode permitir sim, a tragédia.
Nenhuma tragédia é boa, mas Deus pode trazer o bem apesar de uma tragédia.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A Verdade Sobre a Vida em Cristo

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pedro 5:8)

A vida cristã é a melhor vida que existe. Deus toma uma vida que estava vazia e sem rumo, indo a um determinado julgamento, e Ele a transforma. Ele remove todos os nossos pecados. Isso já é mais do que suficiente, mas então Ele coloca a justiça de Jesus Cristo na nossa conta bancária espiritual.

Isso é chamado de justificação. Ele remove a culpa que nos perseguia, enche o vazio dentro de nós e, literalmente, reside em nossos corações. Tudo isso vem como resultado do evangelho, acreditado e seguido. Essa é a boa notícia.

A notícia ruim é que existem alguns novos problemas que acompanham tudo isso. Você se livra de um antigo conjunto de problemas e herda novos. Como o grande comentarista bíblico Ray Stedman disse: "Um cristão é aquele que é completamente destemido, continuamente alegre e constantemente em problemas."

Uma vez que você se torna cristão, você tem um adversário muito agressivo que colocou sua mira sobre você. Esse adversário é o diabo, Satanás, e ele quer lhe destruir. Ele quer derrubá-lo. A Bíblia adverte que "Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (2 Timóteo 3:12). Essa palavra "perseguição" significa ser caçado, ser assediado.

Portanto, precisamos estar cientes disso e não nos surpreendermos ao descobrir que a vida cristã não é composta só de coisas boas; ela é um campo de batalhas. Acho que muitas pessoas acreditam em um evangelho diluído, e, portanto, têm uma fé diluída que, na realidade, não é fé. Tais indivíduos ouviram tantos sermõezinhos que se transformaram em "cristãozinhos". 

Se você viver uma vida piedosa, a realidade é que será constantemente perseguido.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Um Lugar Concreto

"E sei que esse homem — se no corpo ou fora do corpo, não sei, mas Deus o sabe — Nesse homem me gloriarei, mas não em mim mesmo, a não ser em minhas fraquezas." (2 Coríntios 12:3,5)

Periodicamente livros são escritos nos quais as pessoas afirmam terem tido visões do Paraíso. Mas há um exemplo de alguém escrevendo sobre o Paraíso que sabemos que é legítimo. O apóstolo Paulo foi lá, e ele escreveu alguns versos sobre isso em 2 Coríntios 12.

Certamente, um tema tão excitante quanto este teria merecido o seu próprio livro, com um título como "O Livro dos Céus pelo apóstolo Paulo". Ele poderia ter nos contado tudo sobre isso, mas não o fez.

Isso não quer dizer que não há descrições do Céu na Bíblia, porque o apóstolo João falou muito sobre o Paraíso no livro de Apocalipse e nos deu descrições que são um pouco difíceis, francamente, para encontrar uma maneira de entendê-lo.

Mas tudo o que Paulo disse sobre o Paraíso foi: "Foi arrebatado ao paraíso e ouviu coisas indizíveis, coisas que ao homem não é permitido falar" (2 Coríntios 12:4).

A palavra original para "paraíso" que Paulo usou aqui aparece três vezes no Novo Testamento. A primeira vez que vemos é quando Jesus falou com o criminoso na cruz ao lado dele e disse: "Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso" (Lucas 23:43).

Outra vez que ela é usada é em Apocalipse 2:7, para descrever a nossa morada futura. Às vezes é traduzido como o jardim real de um rei, o que significa que não havia uma descrição exata para realmente fazer justiça ao significado da palavra. Realmente não havia nada que se pudesse dizer para expressá-lo.

Mas aqui está o que precisamos saber: O paraíso é um lugar tangível, não um estado de espírito. A Bíblia King James usa a palavra Paraíso 582 vezes em 550 lugares diferentes. O paraíso é um lugar real.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sufocamento

"As que caíram entre espinhos são os que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não amadurecem." (Lucas 8:14)

Sempre me surpreendi com as ervas daninhas. Você pode pegar uma pequena flor, plantá-la na localização perfeita, regá-la, e certificar-se que não há pragas para ameaçá-la. Você pode fazer todo o possível por essa flor, e ela vai crescer lentamente. Mas, na mesma quantidade de tempo, um pequeno matinho brota de uma pequena rachadura na calçada e sufoca essa flor.

E a erva daninha não explode de repente do chão, pega a flor e começa a sufocá-la. O processo é gradual. Primeiro, há uma flor crescendo, e então aparece a erva daninha. No dia seguinte, a erva daninha está um pouco mais próxima. E isso vai acontecendo até que a erva comece a envolver-se em torno da flor e a sufocar o seu crescimento.

Foi isso que Jesus descreveu na parábola do semeador, quando falou sobre aqueles que são "sufocados pela preocupações, riquezas e prazeres da vida, e não amadurecem" (Lucas 8:14). Isso não é algo que acontece do dia pra noite. Isso acontece ao longo de um certo período de tempo.

Também acho interessante que sejam as "preocupações, riquezas e prazeres da vida" que impeçam a semente da Palavra de Deus de amadurecer e produzir frutos. Essas não são necessariamente coisas ruins em si. Mas são coisas boas que se tornaram as coisas mais importantes de todas e sufocaram as coisas espirituais.

Esse não é o retrato de alguém que diz que não quer orar, ler a Bíblia ou ir à igreja. Em vez disso, representa alguém que acredita que essas são coisas boas a fazer, mas ao longo do tempo começa a perder interesse, e as coisas desse mundo tornam-se mais importantes para ele do que as coisas do próximo mundo. E é isso que o atrapalha espiritualmente.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Nas Mãos de Deus

"Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido". (Lucas 19:10)

Tenho um amigo cujo pai morreu e nunca teve uma relação com Deus. Aliás, meu amigo também não era cristão naquela época. Mas ele me contou que ia visitar seu pai num quarto de hospital e notou que um dia, não muito antes dele falecer, havia um exemplar da Bíblia no quarto. Era claro que o pai dele a havia pedido, sabendo que o fim se aproximava.

Então eu disse ao meu amigo: "Veja só, se o seu pai estava realmente buscando a Deus, Ele deve ter ido rapidamente encontrá-lo, pois Deus quer que O conheçamos mais do que podemos imaginar."

Quando morre uma pessoa amada que nunca professou a fé em Cristo, não suponha que ela necessariamente deixou de ir para o Céu, pois nunca se sabe que orações passam pelo coração de um indivíduo quando está entrando na eternidade. Mesmo que alguém tenha clamado pelo Senhor nos seus últimos segundos de vida, tenha certeza de que Deus o salvou.

Jesus, na cruz, estendeu misericórdia ao criminoso que estava sendo crucificado junto com Ele. Os que eram crucificados naquela época eram geralmente assassinos ou revoltosos, ou tinham se rebelado contra Roma. Ainda assim Deus perdoou uma pessoa dessas nos últimos momentos de sua vida, simplesmente porque ele havia dito: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino" (Lucas 23:42).

Não estou tentando dar falsas esperanças, mas tampouco quero lançar falsas condenações. Deixemos isso nas mãos de Deus e lembremos que Deus nos ama, e ama a todos. E precisamos nos preocupar com eles e amá-los também.